Vacinação infantil

Vacinação infantil: Escolas particulares não exigirão vacinação de crianças, diz federação nacional


"Só quem pode exigir um passaporte sanitário são os governos estaduais ou municipais, por parte das escolas privadas nós não temos esse indicativo", disse.

Catêrine Costa
Catêrine Costa
Publicado em 18/01/2022 às 13:08
Thiago Lucas
Vacinação infantil - FOTO: Thiago Lucas
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Com informações do Blog do Jamildo

Depois da aprovação da vacinação contra a Covid-19 de crianças de 5 a 11 anos pela Anvisa e da divulgação do planejamento para a distribuição das doses pediátricas pelo Ministério da Saúde, cresce a expectativa pelo início da imunização infantil no país. No entanto, a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep) não irá adotar a vacina como um condicionante para a volta às aulas presenciais.

O presidente da Fenep, Bruno Eizerik, defendeu a vacinação das crianças e afirmou que a Federação orientou os sindicatos associados a incentivarem às famílias a imunizarem seus filhos. Contudo, Eizerik afirmou que “entendemos e respeitamos aquelas famílias que entendem que a vacinação não precisa ser feita”.

Responsabilidade dos governos

Além da decisão sobre o passaporte da vacina, Eizerik considera que estados e municípios serão os responsáveis por adotar os procedimentos que deverão ser seguidos nas escolas.

O dirigente entende que a competência sobre a exigência do comprovante de vacinação cabe aos governos estaduais e municipais. “A Fenep defende a vacinação não só das nossas crianças, mas de todos os adultos e a questão da exigência da vacina vai depender muito mais dos governos estaduais e dos municípios”, disse.

Eizerik ressaltou que “todos os professores e funcionários já tomaram as duas doses da vacina e o reforço”, e que no ano passado as aulas presenciais foram retomadas sem que os alunos estivessem imunizados contra a Covid-19. O presidente da Federação considera que o mais importante é “que nós não podemos ter nossas escolas fechadas”.

Retomada com crianças vacinadas ou não

O presidente reforçou que a Federação Nacional das Escolas Particulares entende que as aulas “devem recomeçar de forma presencial com as crianças vacinadas ou não” e que “é importante que as crianças tomem a vacina, mas isso não pode ser visto como condição para a volta às aulas presenciais”.

Medidas de segurança

Ele afirmou que distanciamento entre as crianças, medição de temperatura, uso de máscara e de álcool em gel são medidas válidas que serão tomadas pelos respectivos governos estaduais e municipais.

“Só quem pode exigir um passaporte sanitário são os governos estaduais ou municipais, por parte das escolas privadas nós não temos esse indicativo”, disse.

Início do ano letivo

De acordo com o presidente da Fenep, o ano letivo irá começar sem que as crianças estejam vacinadas, mas, que gradualmente, essa faixa etária irá se imunizar. “Não é a vacina nas nossas crianças que deixa a escola segura, nós não tivemos em todo o Brasil nenhum foco de Covid nas escolas privadas”, concluiu Eizerik.


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