SAÚDE

Genes de elefantes podem prevenir câncer em seres humanos, dizem pesquisadores de Oxford

Pesquisadores de Oxford realizaram importante descoberta que pode ajudar a prevenir o câncer

Alan Dias
Alan Dias
Publicado em 26/07/2022 às 12:16 | Atualizado em 26/07/2022 às 12:16
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Elefante; gene de elefante; prevenção do câncer; Oxford - FOTO: Reprodução / PIXABAY
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Um grupo de pesquisadores buscou nos elefantes uma nova possibilidade de prevenir e combater o câncer

Os cientistas se basearam no Paradoxo de Peto para realizar a pesquisa com os mamíferos de grande porte. A teoria diz que quanto maiores os organismos, mais altas as probabilidades de uma reprodução de células defeituosas.

Partindo deste princípio, animais de grande porte teriam uma maior incidência de câncer, certo? Errado! Não foi observado nos elefantes, por exemplo, um aumento exponencial de casos de câncer.

GENES DE ELEFANTES; PREVENÇÃO DE CÂNCER; TP53 

Isto se explica porque os paquidermes carregam consigo 20 cópias do gene TP53, que tem papel fundamental no controle de reprodução de células defeituosas e na reparação do DNA da célula.

Quando não há danos na célula, o TP53 é desativado pelo gene MDM2 e essa relação é fundamental para a replicação de células saudáveis.

Em mamíferos menores, como os seres humanos, apenas uma cópia deste gene é encontrada.

PREVENÇÃO DE CÂNCER; OXFORD; GENES DE ELEFANTES; TP53

Para ilustrar melhor a importância da descoberta, foram analisadas as taxas de mortalidade por câncer em uma série de mamíferos. 

Enquanto os seres humanos apresentam um índice de óbitos por câncer entre 11% e 25%, nos elefantes esse número é de 4,8%.

A intenção dos cientistas agora é de realizar um maior aprofundamento nos estudos relacionados ao gene e aplicar em novos meios de prevenção de câncer em humanos. 

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