O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embarcou nesta segunda-feira (14) rumo ao Egito, onde deve participar da 27ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP27).
No primeiro evento internacional que participa após sua eleição, o petista deve se reunir como governadores da Amazônia Legal, além de chefes de Estado.
Espera-se ainda que Lula realize um pronunciamento na área da ONU. Lula também terá reuniões com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e com o presidente do Egito, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi.
PREOCUPAÇÃO NO VOO À COP27
Apesar de projetar uma boa agenda, a equipe de assessores do presidente eleito tem demonstrado preocupação com o avião que leva Lula ao Egito.
O avião tem capacidade para transportar 19 passageiros e tem autonomia de voo para fazer sem escalas a rota São Paulo/Egito.
Mas um detalhe jato Gulfstream 600, no qual estão, além de Lula, a futura primeira-dama Janja, o ex-ministro Celso Amorim e outros aliados tem dado dor de cabeça.
Isso porque, segundo o jornalista Lauro Jardim, de O Globo, a aeronanave pertence a um empresário da área de saúde.
Além disso, o G600 tem uma peculiaridade: é um avião com matrícula americana, um expediente usado por alguns proprietários de jatos para pagar menos imposto.
"Lula foi no mínimo ingênuo", diz um assessor direto do petista. "Pode não ser ilegal, mas é óbvio que é uma carona que ele deveria evitar. Ele não liga para essas coisas, mas deveria"", afirma um ex-ministro do segundo governo Lula que também prefere o anonimato.
JUNIOR DA QUALICORP
O avião pertence a José Seripieri Junior, que já foi conhecido pela apelido de "Junior da Qualicorp", empresa que ele fundou, mas da qual já se desligou.
Atualmente, o empresário é dono da Qsaúde. Ele chegou a ser preso pela Lava-Jato e tornou-se delator. No fim de 2020, fechou com a PGR um acordo de delação premiada pelo qual pagou uma multa de R$ 200 milhões.
Junior é próximo a Lula, tanto que foi o único empresário presente no casamento do petista com Janja.
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