Síndrome de Cotard foi o tema da coluna Psicologia em Movimento

O principal sintoma da síndrome de Cotard é o delírio de negação

PROGRAMA MOVIMENTO
Síndrome de Cotard foi o tema da coluna Psicologia em Movimento

Coluna Psicologia em Movimento - Foto: Reprodução/Internet

Rádio Jornal

Transtornos dissociativos da personalidade, existem muitos, é sabido. Por exemplo, o transtorno que leva pessoas a possuírem múltiplas personalidades, sem que, necessariamente, elas se deem conta do que ocorre. Há também o transtorno de quem se sente um cavalo, um cachorro, ou qualquer outro animal. Todavia, há um transtorno diagnosticado pela primeira vez em 1880, que, a maioria das pessoas talvez nunca tenham ouvido falar. É o distúrbio conhecido como a síndrome de Cotard, tema da coluna do psicólogo Sylvio Ferreira, no programa Movimento. 

Síndrome de Cotard, também chamada de delírio de Cotard, é uma rara doença mental em que a pessoa afetada detém a crença delirante de que ela já está morta, não existe, está em putrefação ou que perdeu seu sangue ou órgãos internos. A análise estatística de cem pacientes indica que a negação da auto-existência é um sintoma presente em 69% dos casos de síndrome de Cotard.  

O sintoma central na síndrome de Cotard é o delírio de negação. Aqueles que sofrem desta doença muitas vezes negam sua própria existência ou que uma certa parte do seu corpo exista. A síndrome de Cotard costuma ter três etapas distintas. Na primeira etapa os pacientes sofrem crises de depressão psicótica e sintomas hipocondríacos. A segunda etapa é caracterizada pelo desenvolvimento completo e explosivo da síndrome e os delírios de negação. A terceira etapa é caracterizada por delírios graves e depressão crônica.

A síndrome de Cotard retira a pessoa afetada do convívio social devido à negligência de sua higiene pessoal e saúde física. O delírio de negação da própria existência afeta o paciência de ter conhecimento da realidade externa, produzindo uma visão distorcida do mundo externo. Essa delusão de negação geralmente é encontrada no paciente psicótico que também apresenta esquizofrenia. 

Ouça a coluna Psicologia em Movimento: 

COMENTÁRIOS

Os comentários abaixo são de responsabilidade dos respectivos perfis do facebook.