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"Não basta dizer para o cidadão que a educação é importante", diz Mozart Neves


Professor Mozart Neves falou sobre as políticas para a educação no Brasil

Rádio Jornal
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Publicado em 25/07/2018 às 23:27
Bárbara Wagner/NE10/Acervo
FOTO: Bárbara Wagner/NE10/Acervo
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Em entrevista concedida ao programa Radar, o professor e atual diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves, falou sobre as políticas sociais para a educação no Brasil. Segundo ele, o Ministério da Educação armazena uma grande quantidade de projetos e programas, que demandam muito tempo de preparação, como o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Para ele, o terceiro setor, que consiste os institutos e fundações de empresas, têm uma velocidade grande com a capacidade de respostas, que permite construir inovações para o avanço da educação no país. “Isso, na prática, corresponde ao que está posto no artigo 205 da Constituição do Brasil, na qual diz que a oferta da educação, enquanto dever do Estado e da família, deve ser oferecida de maneira colaborativa com a sociedade, para que todos as crianças e jovens possam ter o seu desenvolvimento pleno assegurado”, afirma.

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Ainda de acordo com Mozart Neves, a experiência dele como gestor público mostrou que o grande problema na educação do Brasil é a descontinuidade das políticas públicas. Segundo ele, quando a sociedade participa efetivamente nas questões da educação, ela tem um papel importante para avançar na continuidade de projetos. “Um bom exemplo de continuidade em projetos são as escolas de ensino médio em tempo integral em Pernambuco, que começou no governo de Jarbas Vasconcellos, passou pelo governo de Mendonça Filho, e teve continuidade no governo de Eduardo Campos, que avançou ainda mais a política de tempo integral nas escolas. Na minha visão, esta política estará assegurada no próximo governo, porque é uma política vencedora”, pontuou.

EDUCAÇÃO E VIDA PROFISSIONAL

Mozart destacou que é fundamental dizer para o jovem a importância dos estudos na construção de uma vida profissional, que renderá frutos financeiros positivos. “Não basta dizer para o cidadão que a educação é importante. É preciso tangenciar isso para todos. Um exemplo disso é quando você diz para uma pessoa que um ano a mais de escolaridade no Brasil aumenta, em média, 12% da renda do indivíduo. O cidadão começa a perceber o quanto é importante estudar”, destacou.

Para ele, o papel da comunicação na discussão do assunto é importante, pois ajuda o cidadão a se qualificar para temas estratégicos no desenvolvimento do país, como inovação, educação, responsabilidade social e segurança. “Através disso, hoje, se tem muita informação. E mesmo assim, às vezes, o cidadão fica um pouco perdido”, ele diz.


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