Sexo oral causa câncer de garganta? Entenda verdadeira causa dos tumores na orofaringe

Ainda no fim de abril, um artigo sobre as causas do câncer de garganta publicado pelo professor Hisham Mehanna, do Instituto de Câncer e Ciências Genômicas da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, repercutiu nas redes sociais.

Intitulada "Sexo oral é agora o principal fator de risco para câncer de garganta", em tradução livre, a publicação descreve um grande aumento de um tipo específico de câncer de garganta, chamado câncer orofaríngeo, que afeta a área das amígdalas e parte posterior da garganta, associado ao HPV.

O HPV, por sua vez, é conhecido como papilomavírus humano e causa de uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) mais comuns no mundo. O aumento na incidência da doença associada ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer levou pesquisadores a estimarem a possibilidade de uma nova epidemia do vírus, transmitido principalmente por via sexual.

A prática de sexo oral não está necessariamente relacionada ao desenvolvimento do câncer de garganta. Porém, a infecção pelo HPV, principalmente em casos recorrentes, pode levar ao desenvolvimento de diferentes tipos de tumores.

Ao infectar a boca e a garganta, o vírus pode causar o câncer. Acredita-se que o HPV cause 70% desses cânceres nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Quais os sintomas de câncer de garganta?

Os sintomas do câncer orofaríngeo podem incluir dor de garganta prolongada, dores de ouvido, rouquidão, inchaço dos gânglios linfáticos, dor ao engolir e perda de peso sem causa aparente. Algumas pessoas não apresentam sintomas.

A transmissão do HPV, que pode desencadear o câncer, geralmente acontece por meio de relações sexuais, seja por meio vaginal, oral, anal ou até mesmo durante a masturbação mútua, sem a necessidade de penetração desprotegida para o contágio.

Prevenção

Além da vacinação, o uso do preservativo interno ou externo durante as relações sexuais é recomendado para a prevenção do HPV e ISTs. O vírus pode estar presente na vulva, região pubiana, perineal, perianal ou na bolsa escrotal. A camisinha de uso interno é a mais eficaz para evitar o HPV, por cobrir também a vulva, mas é recomendada desde o início da relação sexual.

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