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Parece escrito pelo PCC, diz ministro sobre volta de detentos para estados de origem


Ministro da Defesa, Jungmann, também disse que é melhor melhorar as polícias do Brasil do que criar o 'Bolsa Bala'

Publicado em 02/10/2017, às 11:45


Rádio Jornal

Acervo/JC Imagem

O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), disse que o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para que os presos que estão há mais de dois anos em presídios federais retornem para os seus estados de origem 'pareceu ter sido escrito pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho' . Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta segunda-feira (2), Jungmann criticou de forma veemente a medida e disse acreditar que o ministro Alexandre Moraes, do STF, não a aprove.

"Esses homens são monstros. Como tirar esses homens desse isolamento e levar para presídios e penitenciárias onde serão controlados por outros presos. 90% dos presídios de São Paulo são controlados pelo PCC. Isso parece que foi redigido pelo PCC, Comando Vermelho e Família do Norte. Isso é um absurdo. Vamos ao outro problema. Seu Nem mandando uma ordem em Rondônia e gerando aquilo que vimos na TV. Como eles conseguem fazer isso? No Brasil temos contato de advogados e visitas íntimas sem registros. Temos que cortar a comunicação", disse Jungmann. 

Entenda o caso

No último dia 27 de setembro, a DPU ajuizou um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de todos os presos que se encontram em presídios federais há mais de dois anos. Segundo a DPU, a Lei 11.671, de 2008, limita a 720 dias a permanência desses presos em regime de isolamento de 22 horas por dia. Entre os chefes do tráfico que podem voltar ao Rio está Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, suspeito de ter dado ordem para uma quadrilha invadir a Rocinha, no último dia 17.



O mesmo Raul Jungmann, em um evento realizado no Rio de Janeiro no último mês de setembro, criticou novamente a medida especificando o caso da capital carioca. "Em nenhum lugar do mundo, bandido chefe de quadrilha e de alta periculosidade fica em outro lugar que não seja presídio de segurança máxima, inclusive fora do seu lugar de atuação", afirmou o ministro. "Isso desserve ao Rio de Janeiro e significa dar uma mãozinha ao crime organizado. A minha expectativa é que seja barrado. Esse pedido, rigorosamente, não é a favor dos direitos humanos, mas a favor da bandidagem", acrescentou.

Jungmann critica advogados de facções

O ministro também falou que os advogados que representam as organizações criminosas também são membros. "Eu passei doze anos na segurança pública de combate ao crime da Câmara. Estávamos numa CPI de tráfico de armas e drogas. Um preso pediu para falar com intimidade, somente para gente. A advogada do PCC corrompeu o menino, e ele fatalmente morreu. Esta senhora era o pombo correio. Quando você tem um advogado com um cliente que cometeu um crime, é uma natureza. Quando você tem um advogado que representa um bando desse, ele termina sendo um membro da quadrilha. Não proponho que seja feito para todos os advogados".

Veja algumas do ministro durante o debate

Ouça o debate na íntegra


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Parece escrito pelo PCC, diz ministro sobre volta de detentos para estados de origem



Publicado em 02/10/2017, às 11:45


Rádio Jornal

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O ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), disse que o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para que os presos que estão há mais de dois anos em presídios federais retornem para os seus estados de origem 'pareceu ter sido escrito pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho' . Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta segunda-feira (2), Jungmann criticou de forma veemente a medida e disse acreditar que o ministro Alexandre Moraes, do STF, não a aprove.

"Esses homens são monstros. Como tirar esses homens desse isolamento e levar para presídios e penitenciárias onde serão controlados por outros presos. 90% dos presídios de São Paulo são controlados pelo PCC. Isso parece que foi redigido pelo PCC, Comando Vermelho e Família do Norte. Isso é um absurdo. Vamos ao outro problema. Seu Nem mandando uma ordem em Rondônia e gerando aquilo que vimos na TV. Como eles conseguem fazer isso? No Brasil temos contato de advogados e visitas íntimas sem registros. Temos que cortar a comunicação", disse Jungmann. 

Entenda o caso

No último dia 27 de setembro, a DPU ajuizou um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de todos os presos que se encontram em presídios federais há mais de dois anos. Segundo a DPU, a Lei 11.671, de 2008, limita a 720 dias a permanência desses presos em regime de isolamento de 22 horas por dia. Entre os chefes do tráfico que podem voltar ao Rio está Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, suspeito de ter dado ordem para uma quadrilha invadir a Rocinha, no último dia 17.

O mesmo Raul Jungmann, em um evento realizado no Rio de Janeiro no último mês de setembro, criticou novamente a medida especificando o caso da capital carioca. "Em nenhum lugar do mundo, bandido chefe de quadrilha e de alta periculosidade fica em outro lugar que não seja presídio de segurança máxima, inclusive fora do seu lugar de atuação", afirmou o ministro. "Isso desserve ao Rio de Janeiro e significa dar uma mãozinha ao crime organizado. A minha expectativa é que seja barrado. Esse pedido, rigorosamente, não é a favor dos direitos humanos, mas a favor da bandidagem", acrescentou.

Jungmann critica advogados de facções

O ministro também falou que os advogados que representam as organizações criminosas também são membros. "Eu passei doze anos na segurança pública de combate ao crime da Câmara. Estávamos numa CPI de tráfico de armas e drogas. Um preso pediu para falar com intimidade, somente para gente. A advogada do PCC corrompeu o menino, e ele fatalmente morreu. Esta senhora era o pombo correio. Quando você tem um advogado com um cliente que cometeu um crime, é uma natureza. Quando você tem um advogado que representa um bando desse, ele termina sendo um membro da quadrilha. Não proponho que seja feito para todos os advogados".

Veja algumas do ministro durante o debate

Ouça o debate na íntegra

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