Entrevista

Interesse de outros clubes tem mexido com a cabeça de Érick, diz Emerson Barbosa

Torcida do Náutico vem criticando Érick por estar há 18 jogos sem marcar gols; Emerson Barbosa também falou sobre indenização da Arena e reforços

Rádio Jornal
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Publicado em 26/07/2017 às 12:24
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O vice de futebol do Náutico, Emerson Barbosa, confirmou que o interesse de clubes do cenário nacional e internacional tem mexido com a cabeça do atacante Érick, jovem promessa do Timbu. Em entrevista concedida à Rádio Jornal na manhã desta quarta-feira (26), o dirigente alvirrubro trouxe que o clube tem feito um trabalho psicológico e motivacional com o jogador, que já está há 18 jogos sem marcar gols.

Confira a entrevista de Emerson Barbosa na íntegra

"Érick tem uma qualidade indiscutível, por isso desperta interesse nacional e internacional. Isso pode ter mexido com a cabeça dele, e temos um trabalho muito cuidadoso, psicológico e motivacional, para deixar ele focado em jogar bola. Mesmo com essa oscilação, é um dos artilheiros da equipe na temporada, e o time conta muito com essa retomada da boa fase dele na competição", disse Emerson Barbosa.

O prata-da-casa do Náutico vem sendo alvo de críticas dos torcedores do Náutico. Desde o clássico contra o Santa Cruz vencido pelos alvirrubros por 2x1, no último dia 10 de abril no Campeonato Pernambucano, Érick não sabe o que é balançar as redes. O atacante despertou o interesse do futebol europeu durante o primeiro semestre, e o clube confirmou que sondagens foram feitas. No cenário nacional, o Botafogo chegou a fazer uma proposta oficial, mas os valores não agradaram.

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Indenização do contrato com a Arena de Pernambuco

Sobre a indenização do contrato quebrado com a Arena de Pernambuco, Emerson Barbosa confirmou que as conversas do Náutico estão sendo realizadas com a Odebrecht, e que o acordo com o Governo do Estado não tem força jurídica.

"É importante esclarecer que o contrato firmado envolve o Náutico e a Odebrecht. O Governo foi um avalista político. Esse aval, juridicamente, não tem valor. O que estamos discutindo internamente é juntamente com a Odebrecht os níveis de indenização. O Náutico está dando entrada numa Câmara de Arbitragem para ser discutido esse contrato, não na justiça comum. Em breve teremos um norte em relação a essa indenização", disse.

A relação com o secretário estadual de esportes, Felipe Carreras, que chegou a se disponibilizar para ajudar o Náutico a voltar aos Aflitos, também foi esclarecida. "O secretário Felipe Carreras foi solícito e reconhece que o Náutico precisa voltar rapidamente aos Aflitos, tendo a Arena para jogos de maior porte. Obviamente, esse recurso de destinar uma área específica não vai surtir um efeito financeiro no momento. Colocamos isso para ele, e ele estar aberto, tem se colocado como parceiro do Náutico e nós reconhecemos isso".

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Reforços e folha salarial

Visando a Série B, mais dois reforços foram anunciados. O volante William Schuster, 30, que estava no Fortaleza, chega como indicação do técnico Beto Campos. "William Schuster é um segundo volante que vinha sendo requisitado pelo Beto Campos, dando uma qualidade maior na transição defesa-ataque. O treinador conhece as características do jogador, e tá chegando entre hoje e amanhã para fazer exames e ficar a disposição o mais breve possível", comentou Emerson Barbosa.

Além dele, o atacante William Batoré, 34, também foi confirmado. O atleta foi bicampeão brasileiro pelo Santos e estava no Água Santa/SP, onde realizou 13 jogos e marcou quatro gols este ano. "O William Batoré é um atacante que é conhecido dentro do cenário nacional, bicampeão brasileiro pelo Santos. Temos observado que as equipes da Série B, principalmente as que estão no topo da tabela, tem mesclado seus elencos com jogadores experientes, exatamente para fazer o contraponto com os mais novos", confirmou o dirigente.

Por fim, com novidades no elenco, a folha salarial também foi colocada em pauta, e Emerson garantiu que já houve uma redução de 50%. "Isso foi uma questão impositiva que me deparei, era uma necessidade. Hoje podemos dizer que a folha do Náutico é metade do momento que iniciei no comando do departamento. O mais importante é equalizar a qualidade com um custo mais baixo. Estamos sofrendo para tentar ter um time competitivo e dentro do que podemos pagar. Essa decisão era necessária, e nunca me furtei de estar a frente desse processo. Estou com a consciência pois estou fazendo o melhor pelo Náutico".

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