Sinovac doa 50 mil doses para Conmebol vacinar jogadores contra covid-19

Entidade sul-americana afirma que imunização beneficiará realização da Copa América

VACINA
Sinovac doa 50 mil doses para Conmebol vacinar jogadores contra covid-19

Eliminatórias para a Copa do Mundo e a Copa América foram adiadas por conta da pandemia - Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Agência Brasil

Em comunicado oficial divulgado nesta terça-feira (13), a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) informou que receberá 50 mil doses de vacinas contra covid-19, doadas pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, para imunizar jogadores de futebol profissionais que participam de torneios considerados de primeira categoria.

A Conmebol se viu obrigada a adiar a quinta e a sexta rodadas das eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022 em março por causa das dificuldades de deslocamento dos jogadores, em meio às restrições impostas por causa da pandemia. "Se trata de um apoio concreto por parte da empresa chinesa para a realização da Copa América e das demais competições do futebol sul-americano", disse a entidade em comunicado.

A Copa América está programada para começar em junho e será pela primeira vez disputada em duas sedes - Argentina e Colômbia. O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, disse dias atrás que a organização buscava vacinas para que o torneio pudesse ser disputado com público nos estádios.

VACINAÇÃO

A Copa Libertadores e a Copa Sul-Americana estão atualmente sendo disputadas. O comunicado afirma que a vacinação "estará concentrada nos elencos principais do futebol profissional sul-americano dos torneios de primeira categoria, masculinos e femininos", sem dar detalhes do procedimento.

O anúncio acontece em um momento em que os governos dos países sul-americanos buscam adquirir a maior quantidade possível de doses de vacinas para imunizar suas populações, enquanto a covid-19 avança na região.

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) disse na semana passada que a América do Sul era a região mais preocupante do mundo por causa do aumento dos contágios e do número de mortos. Disse também que não havia acesso equitativo às vacinas.

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