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Chuteira pretas, com fitas e sem patrocínio: Entenda o protesto feito por Marta nas Olimpíadas de Tóquio

Seis vezes eleita a melhor jogadora de futebol feminino do mundo, Marta usa credibilidade a favor de causas sociais

Com informações do Uol
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Publicado em 25/07/2021 às 20:25
Reprodução/JogosOlímpicos
FOTO: Reprodução/JogosOlímpicos
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Durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2019, Marta chamou a atenção por utilizar um par de chuteiras preta, com uma fita azul e outra rosa nos dois lados. Nas Olimpíadas de Tóquio, a situação se repetiu tanto na vitória contra a China, por 5 x 0, e no empate em 3 a 3 contra a Holanda, e os pés da 'Rainha' do futebol feminino devem seguir assim até o fim das Olimpíadas. Mas qual o motivo? As chuteiras pretas e fitas representam um protesto por igualdade salariais no futebol.

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A maior artilheira em Copas do Mundo entre homens e mulheres, com 17 gols, não tem patrocínio de marca esportiva desde 2018. O protesto é feito em parceria com a iniciativa global "Go Equal", que defende a igualdade de gênero no esporte. Desde então, Marta recusou propostas e afirma que os valores oferecidos não estavam à altura do que ela representa para o futebol, após ser eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo.

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"Estou usando a mesma chuteira. Com o mesmo símbolo, o 'Go Equal'. E continua sendo uma opção minha. Não é só pelo dinheiro em si. É toda uma história. Mas muitas vezes, os contratantes da patrocinadora não enxergam por esse lado. É um conjunto de coisas para a minha decisão. E posso ver que, por outro lado, isso ajudou outras atletas", afirmou Marta antes de estrear nas Olimpíadas de Tóquio, em entrevista ao GE.com, sobre não querer usar nenhuma marca.

Marta: líder dentro e fora de campo

Nas fotos oficiais da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos, a atacante usou o cabelo para esconder o símbolo da Nike, que é a fornecedora de material esportivo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Devido à essas lutas sociais, Marta é, desde 2018, embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres e, recentemente, se tornou integrante da "Líder Global de Diversidade e Inclusão da Latam''. Dentro de campo, o principal objetivo de Marta é trazer a inédita medalha de ouro para o Brasil. A seleção brasileira vice-campeã duas vezes, em 2004 e 2008, conquistando a medalha de prata nas Olimpíadas de Atenas e Pequim.

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