Ministro Bruno Araújo diz que País precisa buscar estabilidade para eleições 2018

Sobre a pressão do Centrão para ocupar o ministério das Cidades, Bruno disse que o cargo é do presidente

POLÍTICA

Rádio Jornal

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Na véspera da entrega do primeiro Cartão Reforma do País, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), disse que o Brasil precisa "respirar". Na visão do pernambucano, a um ano das eleições presidenciais, o País precisa ter foco e estabilidade  para "entregar um País melhor para o próximo presidente".

A cadeira de Bruno Araújo está na mira do Centrão, que pressiona Michel Temer para ocupar ministérios do PSDB. Ainda assim, o presidente decidiu “afagar” os tucanos e confirmou presença no lançamento do programa Cartão Reforma ao lado do ministro das Cidades, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, nesta quarta-feira (18).

Ouça a entrevista com Bruno Araújo

A viagem de Temer é vista como um “simbolismo” para mostrar a boa relação com os tucanos, embora a sigla tenha divergências internas. Sobre a pressão do Centrão, Bruno disse estar tranquilo. "Tenho meu mandato de deputado federal. Quem estiver de olho em cadeira de qualquer ministério, o cargo é do presidente da República e não estamos dentro do governo com propósito de ocupação do cargo, estamos fazendo entrega de serviços que é o mais importante", disse Bruno à Rádio Jornal.

Araújo falou sobre a posição de tucanos que defendem o desembarque do Governo Temer. "O PSDB trabalhou para que houvesse uma mudança de governo, o País havia entrado numa rota de profunda e mais grave crise econômica gerada no governo do PT. E fez isso sem fazer conta de assumir posição e espaço no governo, tanto que a posição de aceitar cargo do governo foi do partido, não trabalhamos por cargos", disse o pernambucano.

O gesto do Planalto tem por objetivo pacificar a relação com o PSDB e garantir os votos que ainda têm do partido, mesmo com as dissidências, para barrar no plenário a denúncia de corrupção passiva contra Temer.

Nesta quarta, a solenidade ocorre às 10h, na quadra da Escola Municipal Professora Josélia Florêncio da Silveira, no bairro São João da Escócia. A entrega contará com as presenças do ministro e da prefeita Raquel Lyra (PSDB), entre outras autoridades. "O Brasil vai precisar de 20, 30 anos de um programa como esse para melhorar a questão das residências no País", disse Bruno Araújo.

Bruno Araújo explica que os municípios e estados irão administrar o valor destinado ao programa pelo governo federal e identificar as áreas que serão atendidas, compostas por beneficiários com renda de aproximadamente três salários mínimos. “O Minha Casa Minha Vida entrega o sonho da casa própria a quem não tem, e agora o Cartão Reforma ajuda os brasileiros que com muito suor construíram sua residência a melhorar a qualidade de vida das suas casas”, disse o ministro.

Regras do Cartão Reforma

Famílias com renda de até R$ 2.811 poderão receber até 9.646,07 para reformar, ampliar ou concluir moradias, sem necessidade de retornar os valores ao governo federal. As compras de materiais devem ser feitas em lojas de construção credenciadas.

O morador responsável pelo benefício deve ter mais de 18 anos, residir no local da reforma, e deve possuir telefone celular para receber SMS para agendamento de vistorias de técnicos.

O valor do benefício é de no máximo R$ 9 mil, com valor médio de R$ 5 mil. A mão de obra é de responsabilidade das famílias, que, de acordo com o Ministério, contarão com assistência técnica paga pelo governo federal e gerida por estados e municípios para o planejamento das reformas.

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