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Empresários pernambucanos são presos em nova fase da Lava Jato

Irmãos ligados à empresa de comunicação são investigados na Lava Jato por fazer parte de esquema de propina da Odebrecht

Rádio Jornal
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Publicado em 27/07/2017 às 8:32
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Dois empresários pernambucanos foram presos na 42ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com o Portal G1, o publicitário André Gustavo Vieira da Silva e o irmão dele, Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior, ligados à empresa Arcos Comunicação, foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (27).

Eles são alvos da Operação Cobra, que tem como alvo principal o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine preso também nesta quinta e investigado pelo recebimento de propina em esquema com o Grupo Odebrecht. Os irmãos Vieira seriam operadores financeiros do recebimento de R$ 3 milhões, que só parou com a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho de 2015. Três mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no Recife e um em Ipojuca.

Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior já havia sido alvo de condução coercitiva da Polícia Federal em 2016 durante a Operação Xepa. Ele prestou depoimento e foi liberado.

Além de Pernambuco, a operação também cumpre mandados em São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Detalhes da nova fase da Lava Jato serão apresentados em uma coletiva na sede da Polícia Federal em Curitiba ainda nesta quinta.

Bendine esteve no comando do BB entre 17 de abril de 2009 e 6 de fevereiro de 2015, e foi presidente da Petrobras entre 6 de fevereiro de 2015 e 30 de maio de 2016. De acordo com o MPF-PR, existem evidências de que ele pediu propina à Odebrecht Agroindustrial.

“Numa primeira oportunidade, um pedido de propina no valor de R$ 17 milhões realizado por Aldemir Bendine à época em que era presidente do Banco do Brasil, para viabilizar a rolagem de dívida de um financiamento da Odebrecht AgroIndustrial. Marcelo Odebrecht e Fernando Reis, executivos da Odebrecht que celebraram acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, teriam negado o pedido de solicitação de propina porque entenderam que Bendine não tinha capacidade de influenciar no contrato de financiamento do Banco do Brasil”, diz a nota.

Além disso, segundo o MPF, “há provas apontando que, na véspera de assumir a presidência da Petrobras, o que ocorreu em 6 de fevereiro de 2015, Aldemir Bendine e um de seus operadores financeiros novamente solicitaram propina a Marcelo Odebrecht e Fernando Reis. Desta vez, as indicações são de que o pedido foi feito para que o grupo empresarial Odebrecht não fosse prejudicado na Petrobras, inclusive em relação às consequências da Operação Lava Jato.”

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Ainda participam da operação dezoito auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal, os quais cumprem mandados de busca e apreensão, entre outros mandados judiciais, expedidos pela 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. A Receita está aprofundando algumas pesquisas e análises fiscais para instrução do procedimento penal, relativamente ao rastreamento das possíveis vantagens indevidas recebidas pelo agente público e seus familiares, que teriam sido intermediadas pelo operador investigado.

O nome da operação

O nome da operação é uma referência ao codinome dado ao principal investigado nas tabelas de pagamentos de propinas apreendidas no chamado Setor de Operações Estruturadas da Odrebrecht durante a 23ª fase da operação.

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