ABUSO SEXUAL

Autuado por importunação sexual em ônibus é encaminhado ao Cotel


O crime aconteceu na quarta-feira (3) no ônibus que fazia a linha Barro-Macaxeira

Pedro Guilhermino Alves Neto
Pedro Guilhermino Alves Neto
Publicado em 04/04/2019 às 14:45
Foto: Arquivo JC
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O homem que foi preso na manhã da última quarta-feira (3) pelo crime de importunação sexual teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Autuado por importunação sexual, Edvaldo Severino da Silva, de 34 anos, passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (4) no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano e foi encaminhado para o Cotel, em Abreu e Lima, no Grande Recife.

De acordo com a Polícia Civil, o caso ocorreu em um ônibus que fazia a linha Barro-Macaxeira, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste da Capital. A vítima foi uma mulher de 24 anos que seguia para a faculdade quando o homem se aproveitou do coletivo lotado para abusar dela e outras mulheres.

Entenda o caso

Após suspeitar que estava sendo abusada, uma mulher percebeu que Edvaldo Severino da Silva, de 34 anos, estava excitado e começou a gritar, chamando a atenção dos outros passageiros.

Segundo a vítima, o ônibus estava cheio, mas havia espaço para que ele ficasse distante dela. “Me afastei um pouco e ele se aproximou novamente. Fui me afastando novamente e continuei conversando com meu primo, quando percebi ele roçando em mim. Quando eu olhei para ele, que eu disse 'meu Deus do céu, de novo?', aí ele já estava ereto. Ele escondeu para eu não perceber, mas eu percebi e todo mundo percebeu. Foi quando comecei a gritar 'Você está louco? Sai de perto de mim'”, detalhou a jovem, narrando que uma outra garota também notou a situação e alarmou os passageiros.

Uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local no momento do ocorrido, encaminhou o suspeito para a Central de Plantões da Capital, localizada no bairro de Campo Grande, na Zona Norte da capital pernambucana. Em depoimento, Edvaldo alegou que a culpa era da universitária e disse que já havia se desculpado com ela.

Indignada, a estudante afirmou que está se sentindo violada. "A pessoa sair de casa para estudar, ou trabalhar, ou qualquer outra coisa (...) E a gente sofrer uma violação dessa. Estou me sentindo violada, invadida por um homem que disse ser católico, casado, e fazendo ligação dizendo que não ia dar em nada para ele", finalizou.


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