Testemunha

'O erro de seu Mário foi não saber quantas pessoas estavam lá', diz piloto que tentou salvar empresário em Aldeia


Antes de invadir a casa do empresário, o grupo armado foi até a casa do piloto, localizada no mesmo terreno

Arlene Carvalho
Arlene Carvalho
Publicado em 24/04/2019 às 8:33
Reprodução/TV Jornal
FOTO: Reprodução/TV Jornal
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O piloto de helicóptero Rodrigo Nogueira que tentou salvar a vida do empresário baleado na Estrada de Aldeia, na madrugada dessa terça-feira (23), afirmou em entrevista à TV Jornal que o patrão não errou ao reagir ao assalto. Segundo ele, Mário Cavalcanti Gouveia Junior, de 79 anos, proprietário do Parque Águas Finas, poderia ter escapado caso tivesse enfrentado uma quantidade menor de criminosos. "O erro de seu Mário não foi reagir, não. O erro foi não saber quantas pessoas estavam lá. Ele ainda ficou uns dez minutos trocando tiros com os bandidos. Acho que se fossem poucos, ele teria sairia vivo dessa", explicou.

Antes de invadir a casa do empresário, o grupo armado foi até a casa do piloto, localizada no mesmo terreno. Em seguida, ele, a noiva e um segurança foram levados para a casa do empresário. "Seu Mário, a princípio, ficou quieto, não abriu a porta, não esboçou reação nenhuma, mas aí eles forçaram a porta, deram a volta na casa, aí ele reagiu", relatou. Na entrevista, o piloto afirmou ainda que ele e a noiva foram feitos de escudo humano.

Para o piloto, o interesse dos criminosos, inicialmente, era o dinheiro que estava guardado na casa. "Eles não foram atrás de arma não, só queriam dinheiro. Só que viram as armas e descobriram", disse. Além de um cofre, o grupo fugiu levando aproximadamente nove armas.

Logo após a ação, o piloto levou o empresário em um helicóptero para uma unidade de saúde na área central do Recife, mas ele não resistiu.

Confira mais detalhes no flash de Elis Martins:

Casa e parque aquático periciados

A casa do empresário Mário Cavalcanti Gouveia Junior, de 79 anos, e o entorno do Parque Águas Finas, na Estrada de Aldeia, na Região Metropolitana do Recife (RMR), foram vistoriados por equipes do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri). Helicópteros da Secretaria de Defesa Social (SDS) também sobrevoaram o local, onde o empresário foi morto na madrugada dessa terça-feira (23).

A Polícia encontrou cápsulas de fuzis dentro e fora da casa, na rua e perto da bilheteria do parque aquático. As imagens das câmeras de segurança do local devem ajudar nas investigações.

Carros usados no crime são encontrados

Dois veículo utilizados na ação foram encontrado nesta terça-feira. Um dos veículos usados pelos criminosos foi encontrado no bairro do Cordeiro, com manchas de sangue no assento do motorista e sinais de que os criminoso tentaram incendiar o carro.

No início da tarde, o outro veículo foi encontrado em uma área rural do Distrito de Guadalajara, em Paudalho, também na RMR. Com placa do Recife, o carro estava muito danificado.

Sepultamento

O empresário foi sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, também na RMR. O corpo do empresário foi liberado do Instituto de Medicina Legal (IML), na área central do Recife, na tarde desta terça-feira (23).


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