OPOSIÇÃO

Nordeste: Humberto Costa acredita que Bolsonaro não terá recepção calorosa


O senador Humberto Costa ainda afirmou que o presidente não tem um projeto para a região e está mais preocupado com "armar a população"

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 23/05/2019 às 17:28
Igo Bione/JC Imagem
FOTO: Igo Bione/JC Imagem
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O senador Humberto Costa (PT) acredita que o presidente Jair Bolsonaro não terá uma recepção calorosa em sua primeira visita ao Nordeste. Nesta sexta-feira (24), ele chega a Pernambuco. Em entrevista ao Balanço de Notícias, ele criticou a demora do chefe de Estado de vir à região Nordeste.

“Ele, na minha opinião, não tem um projeto para a região e por conta disso eu creio que ele não terá a recepção calorosa que normalmente os presidentes têm quando vão a algum lugar do país para conhecer seus problemas”, afirmou Humberto.

O petista ainda alfinetou Bolsonaro por conta das viagens internacionais realizadas pelo presidente. “Naturalmente que qualquer presidente da República deve ter por obrigação viajar o país inteiro. O que nos estranha é o fato de que nós já estamos no quinto mês do governo, o presidente já foi para a Suíça, duas vezes para os Estados Unidos, Chile, Israel, e essa é a primeira vez que vai ao Nordeste. Isso é compreensível até porque ele sempre teve em relação a nós uma postura muito preconceituosa, dizendo que os nordestinos são adeptos do ‘coitadismo’”, pontuou o senador.

Humberto Costa disse esperar anúncios importantes para a região. “O que a gente está vendo é um governo que está preocupado com decreto de armas, armar a população. O Nordeste não quer isso. O Nordeste quer e precisa de emprego, trabalho, educação, obras de infraestrutura”, disse.

Apoio dos EUA à entrada do Brasil na OCDE

O Governo dos Estados Unidos cumpriu a promessa feita pelo governo Donald Trump durante a passagem de Bolsonaro pelos EUA de apoiar a candidatura do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O senador acredita que essa não é uma questão importante para o país. “Não considero importante. Essa ideia do Brasil de entrar no OCDE é o complexo de inferioridade que essas pessoas têm, inclusive o que Bolsonaro representa, e que acha que meramente ser parte do grupo de países mais desenvolvidos faz com que o país seja desenvolvido”, afirmou.

Na avaliação de Humberto, a entrada do Brasil na OCDE não é algo positivo. “Hoje, temos uma relação importante na OMC que inclusive nos garante proteção em relação às políticas comerciais que o Brasil vivencia e tem necessidade de continuar a vivenciar. Entrando na OCDE nós vamos abrir mão de diversos tratamentos especiais a que temos direito, como, por exemplo, o direito de poder estabelecer quebra de patentes de medicamentos, de poder subsidiar setores importantes da economia brasileira. Isso é mais para ostentação do que para fazer com que o país cresça, se desenvolva”, disparou.


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