DEFESA CIVIL

Sob risco de desmoronar, imóvel vizinho ao que desabou será demolido

Nesta quarta-feira (22), um imóvel desmoronou no bairro de Afogados e uma mulher de 50 anos morreu

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 23/05/2019 às 15:49
Brenda Alcântara/ JC Imagem
FOTO: Brenda Alcântara/ JC Imagem
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Uma equipe de funcionários da Emlurb realizou, na tarde desta quinta-feira (25), a remoção dos escombros do local onde um imóvel desmoronou nesta quarta-feira (22), Rua Doutor Leônidas Cravo Gama, no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife. O Corpo de Bombeiros finalizou o trabalho de buscas por volta das 10h. O imóvel vizinho ao afetado pelo desmoronamento também será demolido. A previsão é de que os trabalhos comecem no fim da tarde desta quinta.

A fatalidade deixou uma mulher de 50 anos morta no local. O corpo de Alba Valéria Guimarães está no Instituto de Medicina Legal (IML). Ela morava no local há dois meses com o marido e, durante a queda do imóvel, ele tinha saído para comprar pão quando tudo aconteceu. Doze pessoas ficaram feridas, incluindo 3 crianças, mas todos já receberam alta.

Dentre os feridos, o caso mais grave foi o de uma mulher de 39 anos que sofreu fratura exposta no joelho e na costela. Ela foi levada para o Hospital da Restauração, mas, de acordo com a assessoria de comunicação do hospital, ela também já recebeu alta.

Com relação ao trânsito, a Ponte de Afogados permanece interditada e ainda sem previsão de ser liberada. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) está aqui no local orientando os motoristas que seguem pela Rua Imperial a fazerem um desvio para a Avenida Sul e seguirem por ela em direção à Rua da Paz. Não só esse trecho, mas também outros trechos da zona sul da cidade apresentam trânsito bastante lento.

No início da tarde, foi feito um trabalho no que restou do imóvel, são 14 quitinetes onde viviam 14 famílias. Outros 2 estavam sendo construídos. A defesa civil coordenou a entrada dos moradores para que eles retirassem os pertences, já que o prédio tem risco de desabar. Então foi estipulado um tempo para que essa retirada dos pertences fosse feita.

A estrutura

De um lado do prédio, no térreo, que foi onde houve o desabamento, funcionava o ferro velho e no primeiro andar, cinco moradias e mais dois em construção (quitinetes). Do outro lado, funcionava uma oficina embaixo e nove quitinetes no primeiro andar.

Sofrendo risco de queda, a Defesa Civil optou por demolir o imóvel vizinho informou que pretende começar ainda hoje esse serviço.

A perícia do Instituto de Criminalística veio aqui ao local para investigar as causas desse desabamento, já que houve vítimas.

Técnicos e engenheiros da Defesa Civil adiantaram que esse prédio é uma construção irregular e já havia sido notificado várias vezes pela prefeitura do recife. Um dos problemas mais visíveis é a utilização de vigas como está neste tipo de construção.

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