FATALIDADE

Risco de novos deslizamentos em Camaragibe preocupa equipe de resgate


O deslizamento de uma barreira em Camaragibe deixou cinco pessoas mortas e duas crianças estão sendo procuradas; uma mulher foi resgatada com vida

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 14/06/2019 às 15:10
Lilian Fonseca/ TV Jornal
FOTO: Lilian Fonseca/ TV Jornal
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O Corpo de Bombeiros trabalha incansavelmente para tentar localizar as duas vítimas de um deslizamento de barreira que ocorreu nesta quinta-feira (13), na Segunda Travessa da Rua Bom Jesus, no bairro dos Estados, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Segundo a corporação, há risco de novos deslizamentos. No local, cinco pessoas morreram e uma foi resgatada com vida. No total, dois imóveis foram atingidos pela lama.

As vítimas que estão sendo procuradas nesta sexta-feira (14) são duas crianças: Ítalo de Souza, de 14 anos, e Lucas Ricardo, de 6 anos. Eles são filhos de Edilene Maria da Conceição, de 30 anos. O corpo da mulher foi encontrado ao lado dos outros três, que também faleceram, nesta sexta-feira. São eles: Maria Beatriz, de onze meses, Maria Bianca, de 3 anos, e Cauã, de 8 anos. O pai das crianças não estava no local na hora da fatalidade. Os corpos foram levados ao Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, na área central do Recife, pela manhã.

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A mãe, Edilene Maria, e seus três filhos, morreram na tragédia
Reprodução/TV Jornal

O trabalho de resgate já dura mais de 24 horas. O major Anderson Barros, do Corpo de Bombeiros, afirma que o trabalho é muito delicado, já que ainda há muito barro no local. Ele aponta o cuidado com a segurança dos bombeiros. “A gente tem uma atividade agora de escavar para retirar a terra da parte mais baixa. Então o barro que está na parte mais acima pode ceder por conta dessa retirada”, alertou. “As buscas continuam até acharmos as duas crianças”, garantiu.

Confira os detalhes na reportagem de Lilian Fonseca:

De acordo com o major, apesar do risco de novos deslizamentos, o perigo diminui à medida que o solo vai ficando menos encharcado. No entanto, o trabalho fica mais pesado para a corporação. “O terreno vai se compactando, ficando mais denso e aí para as equipes do Corpo de Bombeiros o trabalho fica mais pesado porque a terra vai ficando mais difícil de ser movimentada, vai ficando mais pesada. O trabalho vai ficando mais cansativo, por isso a gente vai revezando as equipes para manter a mesma energia”, detalhou.

Segundo o major, sobre as chances de encontrar as crianças com vida, a possibilidade é remota. “Diferente de um desabamento de uma edificação, onde existe a possibilidade de criar espaços de ar entre a vítima e os escombros, aqui a terra compacta a vítima de uma forma que fica difícil haver espaço de ar para ela respirar e também porque o tórax fica comprimido. As chances são pequenas, mas essa pequena chance cria uma esperança do Corpo de Bombeiros de manter a busca incansável e o mais rápido possível para encontrar essas crianças”, explicou.

Além do Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e moradores voluntários participam das buscas. Cães farejadores também estão sendo utilizados para auxiliar no trabalho.

Casal vítima de deslizamento

Larissa Lafaiete, de 20 anos, foi resgatada do local com vida
Larissa Lafaiete, de 20 anos, foi resgatada do local com vida
Luisi Marques/ JC Imagem

A outra vítima fatal do deslizamento foi Edvaldo Ferreira da Silva Filho, de 23 anos, ele é marido de Larissa Lafaiete, de 20 anos, que foi resgatada com vida e passa por cirurgia. Os dois moravam numa casa que também foi atingida pelo barro.

Chuvas

Dos 184 municípios pernambucanos, choveu em 118, segundo. O número de cidades que ultrapassou os 100 milímetros chegou a 23.


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