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Microcefalia: bactéria na água pode ter agravado surto no Nordeste


Em Pernambuco, foram 1.151 casos notificados de microcefalia e 272 confirmados, durante o período do surto

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 03/09/2019 às 16:41
Divulgação/TV Brasil
FOTO: Divulgação/TV Brasil
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Quatro anos depois da epidemia do vírus zika e do nascimento de bebês com microcefalia, a causa do surto ainda intriga os cientistas. A doença viral atingiu 144 mil pessoas no país, incluindo 12 mil grávidas. O Nordeste concentrou 88,4% dos casos de malformação em cérebro de bebês, mesmo não sendo a região com mais casos de pessoas com zika. Agora, pesquisadores investigam se há alguma relação com a água.

Em matéria divulgada na última edição do programa Fantástico, da Rede Globo, um estudo apresentado trouxe uma possível explicação para o surto da microcefalia. A investigação começou por uma pista do passado. Em 1996, 120 pacientes de hemodiálise, do Instituto de Doenças Renais de Caruaru, começaram a apresentar complicações graves. Ao todo, 60 pacientes morreram.

Para estudar o caso, uma equipe foi formada pelo Governo do Estado de Pernambuco, que constatou que havia uma toxina presente na água dos pacientes de hemodiálise. O biólogo Renato Molica, professor da UFRPE de Garanhuns fez parte da pesquisa. Foi ele quem pensou na possível relação entre o antigo caso e o surto de microcefalia no Nordeste.

Confira os detalhes na reportagem de Betânia Ribeiro:

Em Pernambuco, estado com maior número de notificações de casos de microcefalia, foram 1.151 casos notificados e 272 confirmados, durante o período do surto.


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