POLÍTICA

Novo chefe da PF troca superintendente do Rio de Janeiro, alvo do presidente Jair Bolsonaro

O filho do presidente Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, é suspeito de chefiar esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 05/05/2020 às 6:42
Antonio Cruz/ABr
FOTO: Antonio Cruz/ABr
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Numa solenidade rápida, o presidente nomeou e empossou o delegado Rolando Alexandre de Souza no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, nesta segunda-feira (4). Imediatamente, Rolando Alexandre nomeou o delegado Carlos Henrique Oliveira para ser o diretor-executivo da Polícia Federal, que era superintendente da Polícia Federal do Rio de Janeiro, região de interesse da família Bolsonaro.

A estratégia do novo diretor-geral da Polícia Federal de promover o delegado Carlos Henrique seria uma tentativa de não dar a entender que ele cedeu às pressões do presidente Jair Bolsonaro de tirar Oliveira de perto das investigações do filho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro. Ainda não foi divulgado o nome de quem irá substituir Carlos Henrique.

Rachadinha de Flávio Bolsonaro

O senador é apontado pelo Ministério Público como chefe de uma organização criminosa que atuava dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro num esquema conhecido como rachadinha, que é quando os funcionários recebem os salários mas devolvem parte dos vencimentos aos chefes, neste caso, o então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

O ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu demissão do cargo porque o presidente Jair Bolsonaro queria interferir no comando da Polícia Federal. Bolsonaro chegou a nomear para a direção-geral da corporação o delegado Alexandre Ramagem, mas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não permitiu. O novo diretor-geral era subordinado de Ramagem e tido como braço-direito dele.

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