Coronavírus: pesquisa mostra que Recife é a 2ª capital do Nordeste com mais subnotificações

Segundo a pesquisa, o número de pessoas infectadas pelo coronavírus é quatro vezes maior do que os números oficiais

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Coronavírus: pesquisa mostra que Recife é a 2ª capital do Nordeste com mais subnotificações

O levantamento foi feito a pedido da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, entre os dias 14 e 21 de maio. - Foto: Reprodução/TV Jornal

Recife é a segunda capital do Nordeste com mais casos subnotificados do novo coronavírus, segundo pesquisa realizada pelo Ibope. O levantamento envolveu cerca de 25 mil pessoas de 133 municípios de todo os estados do país. No estudo, pesquisadores fizeram testes rápidos para a covid-19 em 240 entrevistados da capital pernambucana. Baseado nesses dados, 3,2% da população do Recife já teriam sido infectadas pelo novo coronavírus. Isso equivale a cerca de 52 mil pessoas, quatro vezes a mais do que os números oficiais da prefeitura divulgados até esta terça-feira.

No levantamento, Recife aparece entre as dez capitais do Brasil com maior incidência de casos subnotificados. À frente de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, onde há um número maior de casos da covid-19.

O levantamento foi feito a pedido da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, entre os dias 14 e 21 de maio.

Em uma live, um dos autores do estudo, o pesquisador Pedro Alau, demonstrou preocupação. “Foi uma das duas que deu resultado mais alto. Estamos preocupados com o caso de Recife. Assim como estamos preocupados com os casos de vários lugares que apresentaram um percentual da população com anticorpos mais alto”, comentou.

Pouca testagem 

A pesquisa também aponta que apesar de Pernambuco ter um dos melhores índices de distanciamento social do país, é um dos estados que menos faz testes para a doença, aumentando o número de subnotificações, o que acende o sinal de alerta.

O pesquisador Fernando Barros. “Essa doença é complicada porque a fase mais contagiosa é aquela pré-sintomática. Quando ela está começando a ter sintomas é onde ela mais faz disseminação da infecção. Por isso a importância de fazer muito teste da população e isolar as pessoas que são positivas. Não tem outra coisa para fazer: isolamento social e testagem”, disse.

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