Em vídeo, Bolsonaro toma hidroxicloroquina e diz que confia no medicamento para tratar coronavírus

Presidente gravou um vídeo na noite dessa terça-feira (7) para informar que a hidroxicloroquina apresentou resultados positivos nele

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Em vídeo, Bolsonaro toma hidroxicloroquina e diz que confia no medicamento para tratar coronavírus

Presidente Jair Bolsonaro gravou vídeo tomando a hidroxicloroquina - Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo na noite dessa terça-feira (7) no Palácio da Alvorada para informar que já deu início ao tratamento de combate ao coronavírus. O chefe de Estado brasileiro disse que está tomando o medicamento hidroxicloroquina, reconheceu que cientificamente o remédio não apresentou resultados comprovados, mas disse que com ele, tem apresentado resultados positivos.

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"Estou tomando aqui a terceira dose da hidroxicloroquina. Estou me sentindo muito bem. Tava mais ou menos no domingo, mal na segunda-feira e nesta terça eu estou muito melhor do que sábado. Então com toda certeza está dando certo. Sabemos que hoje em dia existem outros remédios que podem ajudar a combater o coronavírus. Sabemos também que nenhum tem sua eficácia devidamente comprovada, mas eu sou uma pessoa que está dando certo. Eu confio na hidroxicloroquina e você?", questionou. 

Mais cedo, Bolsonaro informou que o teste que havia feito na noite de segunda-feira (6), no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, deu positivo e fez críticas às medidas de isolamento social decretada pelos governadores e prefeitos.

"O objetivo final do isolamento social não é dizer que você não vai contrair o vírus e sim fazer com que esse vírus fosse diluído ao longo do tempo para evitar que houvesse um acúmulo nos hospitais por falta de leitos de UTI ou de respiradores. Então essa foi toda a estratégia montada no passado. Logo depois, o STF decidiu que essas medidas de isolamento seriam privativas de governadores e prefeitos. O presidente da República basicamente passou a ser um órgão que repassa recursos para estados e municípios. No meu entender, houve um superdimensionamento", criticou.

O presidente Jair Bolsonaro voltou a minimizar a importância da doença que até ontem (7) já tinha tirado a vida de 66.741 brasileiros, segundo os números divulgados pelo Ministério da Saúde. "É como uma chuva, vai atingir você, mas alguns não. Acontece, infelizmente acontece. As pessoas de certa idade ou que tem problemas de saúde estão mais suscetíveis", amenizou o presidente.

Nos dias em que estiver em recuperação, o presidente ficará no Palácio da Alvorada e vai despachar com auxiliares por meio de videoconferência. Bolsonaro prometeu anunciar nesta quarta-feira (8) o nome do novo ministro da Educação. Até terça a noite, os mais cotados era o líder do governo na Câmara, o major Victor Hugo (PSL), o professor Anderson Correia, reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica e a educadora Ilona Becskeházy, atual secretária de educação de base do Ministério da Educação. 

O líder do PSB, deputado Alessandro Molon, do Rio de Janeiro, fez duras críticas ao presidente Bolsonaro por ter concedido entrevista a três emissoras de televisão convidadas pela equipe de governo sem tomar nenhum cuidado para evitar a propagação do vírus aos profissionais da imprensa. "É inacreditável que mesmo com coronavírus, Bolsonaro dá mau exemplo falando perto de repórteres, fazendo propaganda de um remédio que não tem ainda eficácia comprovada, recomendando a mistura de dois remédios que são altamente tóxicos se combinados e mentindo em dizer que o coronavírus só é grave para pessoas doentes e idosas. Já são mais de 65 mil mortos no Brasil e é inaceitável que o presidente da República continue com esse comportamento irresponsável", disparou. 

Ouça a reportagem de Romoaldo de Souza: 

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