ECONOMIA

Cesta básica no Recife é a 2ª mais cara entre as capitais do Nordeste


Em 12 meses, a cesta básica aumentou cerca de 21%

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 08/09/2020 às 16:52
Bruno Campos/ JC Imagem
FOTO: Bruno Campos/ JC Imagem
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Uma pesquisa do Dieese apontou que a cesta básica no Recife é a segunda mais cara das capitais pesquisadas no Nordeste. Para comprar os 12 itens considerados essenciais, é preciso desembolsar, em média, R$ 438,19. Em 12 meses, ela aumentou cerca de 21%. Entre os itens que apresentaram maior variação entre os meses de julho e agosto, estão o leite integral, que aumentou 10%, a farinha de mandioca 5% e o arroz branco, 4,67%. A carne também subiu. Apesar do preço ter aumentado apenas 4,11%, ela representa quase 30% da cesta básica.

Segundo a supervisora técnica do Dieese Jackeline Natal, os preços que subiram estão diretamente ligados à alta do dólar e à entressafra.

45% do salário mínimo compram 12 itens da cesta básica

Ainda segundo o levantamento do Dieese, comprar os 12 itens da cesta básica, hoje, representa um gasto de pelo menos 45% de um salário mínimo e os consumidores precisam fazer uma jornada de trabalho de mais 92 horas para garantir os alimentos na mesa.


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