Coronavírus: Recife registra aumento na ocupação de leitos de UTI

Os leitos da Prefeitura do Recife estão com um maior número de pacientes internados do que há um mês

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Coronavírus: Recife registra aumento na ocupação de leitos de UTI

Autoridades de saúde alertam que qualquer índice de ocupação de leitos a partir de 80% já representa uma zona crítica e exige capacidade de resposta. - Foto: Andrea Rego/ PCR

A percepção de aumento de novos casos de covid-19 nas duas últimas semanas em Pernambuco vem deixando de ser impressão e passa a ser uma realidade no sistema de saúde. Os leitos de UTI geridos pela Prefeitura do Recife estão com um número maior de pacientes em comparação com um mês atrás.

O Hospital Provisório Recife Um, localizado na Rua da Aurora, em Santo Amaro, na área central do Recife, estava ontem com 80 pessoas em terapia intensiva com sintomas de covid-19. No dia 3 de outubro, a unidade estava com 45 pacientes, ou seja, quase a metade. A ocupação das enfermarias também aumentou no mesmo período: de 59 pulou para 67.

Na avaliação do infectologista Paulo Sérgio Ramos, este é um aumento considerável que serve de alerta.
“Um indicador que faz com que as autoridades de saúde tenham se preocupado e estejam monitorando de forma mais perto o que esteja acontecendo”, disse.

De acordo com dados divulgados no boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde Estadual (SES-PE), na terça-feira (3), 79% dos 786 dos leitos de UTIi e 54% das 833 vagas de enfermaria estavam ocupados com pacientes que apresentam síndrome respiratória aguda grave, com suspeita ou confirmação de infecção pelo novo coronavírus.

Autoridades de saúde alertam que qualquer índice de ocupação de leitos a partir de 80% já representa uma zona crítica e exige capacidade de resposta. O epidemiologista e pesquisador da FioCruz Rafael Moreira concordou e reforçou que o atual cenário inspira, sim, preocupação.

“Isso pode ser por diversas razões mas entre elas nós podemos pensar como resultado de estar colhendo frutos desses últimos feriadões que observamos realmente maior flexibilização e circulação das pessoas. Esse fato faz aumentar o nosso nível de preocupação, de vigilância, do sentido de mantermos as medidas de distanciamento social, uso de máscaras, evitar aglomerações, higiene das mãos, é muito importante ainda termos essas medidas no nosso dia a dia”, alertou.

Ouça a reportagem de Leonardo Vasconcelos: 

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