Internacional

Dinamarca anuncia que vai matar 17 milhões de animais para evitar mutação do coronavírus


Governo do país informou que animais da espécie vison (doninha) estariam transmitindo um novo tipo de coronavírus para seres humanos

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 05/11/2020 às 6:48
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O governo da Dinamarca anunciou que vai sacrificar milhões de animais para evitar a propagação de uma nova mutação do coronavírus. Cerca de 17 milhões de visons, um mamífero que se assemelha às doninhas, serão mortos, informou a rede britânica BBC.

De acordo com o governo dinarmaquês, os animais já transmitiram a doença a pelo menos 12 pessoas, que não teriam desenvolvido anticorpos. Até o momento, esse é o único registro conhecido de transmissão de animais para humanos.

Outra preocupação das autoridades dinamarquesas é quanto à eficácia da vacina que está sendo desenvolvida, já que a cepa do vírus encontrada nesses animais pode ser diferente. A primeira-ministra Mette Frederiksen disse que a mutação do vírus representa um "risco para a eficácia" de uma futura vacina da covid-19.

Ela citou um relatório do governo que afirma que o vírus mutante enfraquece a capacidade do corpo de formar anticorpos, tornando potencialmente ineficazes as vacinas em desenvolvimento. “Temos uma grande responsabilidade com nossa própria população, mas com a mutação que agora foi encontrada, temos uma responsabilidade ainda maior para com o resto do mundo também”, disse ela em entrevista coletiva.

Pele

A pele dos visons é usada para produção de casacos. No país, há diversas fazendas de criação desses animais. Nos últimos meses, houve aumento da propagação do coronavírus nesses locais. Com pessoas sendo infectadas pela mutação do vírus observado nos visons, o governo local tomou a decisão de exterminar os animais.

A decisão ocorre em um momento em que a Europa é atingida pela segunda onda da pandemia, que acontece em razão de uma mutação do vírus.


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