Vamos ter vacina em algum momento do primeiro semestre de 2021, estima vice-diretor da OPAS

Após farmacêuticas anunciarem avanços, vice-diretor disse ser preciso aguardar avaliações mais aprofundadas da comunidade científica sobre as vacinas

ENTREVISTA
Vamos ter vacina em algum momento do primeiro semestre de 2021, estima vice-diretor da OPAS

Nesta quarta-feira (18), a farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou a conclusão de testes da fase 3 da vacina contra a covd-19 - Foto: Marcello Casal Jr./ABr

O vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, confirmou, em entrevista à Rádio Jornal, nesta quarta-feira (18), que a vacina contra a covid-19 sairá ainda no primeiro semestre de 2021.

Segundo Jarbas Barbosa, já existe uma iniciativa da OPAS em conseguir uma distribuição eficaz de vacinas para todos os países. “Vamos fazer a licitação internacional em nome desse Mecanismo Covac. A gente não trabalha apenas com um produtor, porque se aquela vacina falhar, tiver algum problema, quem tem acordo bilateral, só com um produtor, vai ter problema. Nós lançamos, sexta-feira passada, o primeiro edital, uma chamada pública, para que produtores apresentem formalmente preço, prazos de entrega e quantidade de entrega. Em duas semanas nós vamos ter certeza, em documentos oficiais, sobre prazos e quantidade. Mas já podemos estimar que nós vamos ter vacina em algum momento do primeiro semestre de 2021”, detalhou.

Farmacêuticas anunciam avanço de testes

Nesta quarta-feira (18), a farmacêutica norte-americana Pfizer anunciou a conclusão de testes da fase 3 da vacina contra a covd-19. O anúncio também veio com a informação de que a vacina possui eficácia de 95% na prevenção da doença e não possui efeitos colaterais.

Outro anúncio do dia veio da farmacêutica chinesa Sinovac. A empresa divulgou que a vacina CoronaVac mostrou 97% de eficácia nos participantes testados.

O vice-diretor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, reconheceu que notícias como estas são importantes. No entanto, ele reforçou que é preciso aguardar avaliações mais aprofundadas da comunidade científica. “É uma boa notícia, mas, por enquanto, é um anúncio da própria fábrica. O produtor que faz esses ensaios, além desse anúncio, precisa publicar os dados em revistas científicas para que a comunidade científica possa ver, analisar e criticar, e que eles entreguem nas agências reguladoras todo material para que elas possam avaliar e a pré-qualificação da OMS possa ser feita”, disse.

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