Para não desgastar o eleitor no 2º turno, candidatos do Recife devem ser cautelosos, diz cientista política

A performance dos candidatos deve ser um diferencial na conquista por votos no 2º turno das eleições na cidade do Recife

ELEIÇÕES
Para não desgastar o eleitor no 2º turno, candidatos do Recife devem ser cautelosos, diz cientista política

Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB) disputam o 2º turno das eleições da capital pernambucana no dia 29 de novembro - Foto: Arte sobre fotos/Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Realizado nesta quinta-feira pela Rádio Jornal, o primeiro debate entre os candidatos João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT), antes do 2º turno das eleições municipais, foi marcado por acusações entre os prefeituráveis ao gabinete da cidade do Recife. A jornalista, professora universitária e doutora em ciência política, Priscila Lapa, analisa o embate entre primos e acredita que apesar de as propostas dos candidatos serem importantes na conquista por votos, em um segundo turno o que está em jogo é a postura dos candidatos e a maneira com que eles lidam com a pressão das acusações.

“Quem tinha que decidir pelas propostas, já votou nesses candidatos no primeiro turno. E aí as pessoas provavelmente não decidem apenas por essa questão de propostas (...) mas querem muito mais saber de performance. Se ela não foi atraída pelas propostas, ela vai conseguir avaliar quem tem o melhor desempenho e quem tem o pior”, disse.

Desgaste

Além do embate político, típico do pleito eleitoral, o fato de os candidatos à Prefeitura do Recife serem primos tem atraído a atenção não só do eleitorado recifense, mas também da mídia nacional. Mas a cientista política acredita que João Campos e Marília Arraes devem ter cuidado na condução da campanha que envolve o processo do segundo turno para não desgastar o eleitor que, segundo ela, já fica naturalmente cansado após o fim do primeiro turno.

“Eu acho que existe, nesse momento, um cansaço muito grande das pessoas (...) A gente pensando especificamente no contexto de pandemia, que as pessoas ficaram muito tempo conectadas, é como se fosse assim: uma vez que passa o primeiro turno, cria um certo cansaço. Então, a grande dificuldade dos candidatos é (...) mostrar em que eles se diferenciam do ponto de vista de propostas e de performances, mas também atrair a atenção. Fazer com que as pessoas queiram consumir essa informação”, ressaltou.

Confira a íntegra da entrevista com a cientista política:

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