Pandemia

Oficio do Ministério da Saúde sugere prioridade para veterinários em vacinação contra covid-19


Diretor que assinou ofício também é presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do DF. Médicos veterinários não trabalham na linha de frente do combate à covid-19

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 22/01/2021 às 12:27
Felipe Ribeiro/JC IMAGEM
FOTO: Felipe Ribeiro/JC IMAGEM
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Antes, ele destacava o fato da vacina chinesa ter 50% de eficácia. Depois, o deputado federal Felipe Barros (PSL-PR) postou foto orgulhoso de ser o único parlamentar no início da campanha de vacinação do Estado do Paraná. Amigo do presidente Jair Bolsonaro, Helio Lopes (PSL-RJ), chegou a comemorar o cancelamento da compra da CoronaVac pelo governo federal em outubro. Agora, deu boas vindas ao início da distribuição das doses pelo Brasil.

O começo da campanha de vacinação gerou exposição política. Mas teve gente que aproveitou ainda mais. Na Bahia, o prefeito de Candiba, Reginaldo Prado, é alvo de duas ações do Ministério Público por burlar os protocolos e furar a fila da vacinação. O momento foi publicado em uma rede social.

O prefeito só tem 60 anos e só deveria receber o imunizante na segunda fase da campanha. Depois da repercussão, ele pediu perdão. Na lista, estão ainda prefeitos de Sergipe e da Paraíba. Na maioria dos casos, a justificativa é dar exemplo para a população.

Com a escassez de vacinas , por enquanto apenas 6 milhões de doses, surge o dilema: quem, entre o grupo prioritário, deve ser vacinado primeiro?

Médicos veterinários

Um ofício do Ministério Saúde, assinado pelo diretor do Departamento de Imunização da pasta, Laurício Monteiro Cruz, solicita a todos os municípios que disponibilizem as doses para os médicos veterinários. Lauricio também é presidente do conselho regional de medicina veterinária do Distrito Federal. Em nota, o Conselho Federal da classe afirma que a orientação do ministério é que os primeiros a receberem sejam os profissionais de saúde da linha de frente e, depois, os demais trabalhadores. Veterinários não atuam na linha de frente do combate à covid-19.


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