Caminhoneiros

Sob pressão de nova greve dos caminhoneiros em fevereiro, governo cede a pedidos da categoria


Nova paralisação vem sendo organizada e já tem possível data pra começar. Segundo organização, será 'igual ou maior' que greve dos caminhoneiros em 2018

Karina Costa Albuquerque Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Karina Costa Albuquerque
Publicado em 27/01/2021 às 8:42
Thomaz Silva/Agência Brasil
FOTO: Thomaz Silva/Agência Brasil
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Após ameaça de uma possível paralisação organizada pelos caminhoneiros em fevereiro - a 2º proposta pela categoria, desde a greve dos caminhoneiros de 2018 - e sob forte apelo dos principais apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, o governo cedeu ao pedido de que os caminhoneiros fossem aceitos como grupo prioritário, junto com indígenas, idosos e profissionais da linha de frente da saúde, para receber a vacina contra a covid-19. O novo plano nacional foi enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal).

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Impacto

O Ministério da Saúde contabiliza 1,24 milhão de caminhoneiros como potenciais alvos do plano de vacinação, elevando o total de pessoas do grupo prioritário para 77,2 milhões, como consta em documento enviado pela no documento encaminhado pela AGU (Advocacia-Geral da União) ao STF.

De acordo com a CNT (Confederação Nacional do Transporte), "Estão no grupo prioritário os caminhoneiros; portuários, incluindo trabalhadores da área administrativa; empregados das companhias aéreas nacionais (aeronautas e aeroviários); empregados de empresas metroferroviárias de passageiros e de cargas; empregados de empresas brasileiras de navegação; e motoristas e cobradores do transporte coletivo rodoviário de passageiros, incluídos os motoristas de longo curso.

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Vacinação no país

O Ministério esclareceu que "o escalonamento desses grupos populacionais para vacinação se dará conforme a disponibilidade das doses de vacina, após liberação pela Anvisa".

Em nota, a pasta também dividiu suas expectativas com relação a quantidade de imunizantes para o país:
"Atualmente, o Brasil tem mais de 354 milhões de doses de vacinas garantidas, para 2021, por meio dos acordos com a Fiocruz (254 milhões de doses), Butantan (100 milhões de doses) e Covax Facility (42,5 milhões de doses)", contabilizou.

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Outra medida

Além da medida que prioriza os caminhoneiros na fila da vacina, o presidente Jair Bolsonaro ainda suspendeu a cobrança de taxa de importação de 16% para os pneus. Uma decisão do Camex (Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior), ligado ao Ministério da Economia.

Paralisação igual ou maior que a greve dos caminhoneiros de 2018

A Associação Nacional de Transporte do Brasil (ANTB) projeta uma nova greve de caminhoneiros. Em entrevista ao SBT News, o representante da entidade, José Roberto Stringasci - que também é integrante do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), grupo composto mais de 40 mil caminhoneiros em São Paulo e com representação em diversos estados do Brasil - afirmou que a categoria se articula para uma nova interrupção nas atividades: "Estamos nos mobilizando em nível Brasil sim, para fazer a paralisação".

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) é composto por 22 entidades. Stringasci diz que o apoia a paralisação nacional. "Acredito que seja igual à paralisação de 2018 ou maior".


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