Síndrome de Haff: empresária que recebeu alta hospitalar concede entrevista

Flávia Andrade e a irmã foram infectadas com a doença da urina preta após ingerirem um peixe da espécie arabaiana.

DOENÇA DA URINA PRETA
Síndrome de Haff: empresária que recebeu alta hospitalar concede entrevista

Segundo Flávia, a urina da irmã dela, Pryscila, ficou preta. Já a dela, não teve alteração - Foto: Reprodução/TV Jornal

A empresária Flávia Andrade, que recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (24) após adquirir síndrome de Haff, concedeu entrevista ao programa Por Dentro com Cardinot, exibido nesta quinta-feira (25). 

Ela e a irmã foram infectadas com a doença da urina preta após ingerirem um peixe da espécie arabaiana. "Teve um primeiro consumo na minha casa, do peixe, e eu tive muita dor abdominal, dor torácica, dor no estômago. Já no segundo consumo, meu filho também comeu. Graças a Deus ele está fora de perigo", afirmou a empresária. 

Já Pryscila Andrade, de 31 anos, segue na UTI. Porém, para alívio da família, a veterinária já apresenta melhora no quadro. As informações foram repassadas para a TV Jornal pela mãe das irmãs, Betânia Andrade. As queixas das pacientes eram de fortes dores musculares e urina de cor escura. Elas consumiram o peixe arabaiana no dia 18 de fevereiro.

"No ato do socorro da minha irmã, eu fiquei travada da nuca para o quadril. Eu conseguia mexer apenas pernas e braços. Pensei que era estresse, ou dor muscular. Minha irmã foi socorrida e já encaminhada para a UTI no mesmo instante", relatou. 

Confira a entrevista completa

Relato pessoal

Ainda na tarde desta terça-feira (25), Flávia postou um vídeo em seu Instagram pessoal, onde relata a experiência que passou e os sintomas da doença. 

O caso

As duas irmãs adoeceram após comerem o peixe Arabaiana, espécie conhecida também como olho de boi. Uma delas está na UTI e a outra foi atendida na enfermaria de um hospital do Recife. Elas estão com a síndrome de Haff, também conhecida como doença da urina preta.

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A síndrome é causada por uma toxina e provoca lesão muscular, além de afetar os rins. A mãe das duas mulheres, Betânia Andrade, concedeu entrevista ao programa Por Dentro com Cardinot, exibido nesta terça-feira (23), e fez um alerta para a população sobre o consumo do peixe.

"Muita gente não sabe, mas segundo o médico, vem do peixe essa toxina. Então queria dizer a todo mundo pra tomar cuidado. Minha filha está muito mal na UTI, a outra está no apartamento. Esse peixe está causando um mal muito grande a minha filha", declarou Betânia, emocionada. 

Assista

Especialista esclarece

Sobre a Síndrome de Haff, a reportagem do Por Dentro com Cardinot também conversou com o infectologista, Filipe Prohaska. O especialista deu detalhes e esclareceu acerca da doença. (veja no vídeo)

Doença de Haff

A doença de Haff é uma doença rara que acontece de forma repentina e que é caracterizada pela ruptura das células musculares, o que leva ao aparecimento de alguns sinais e sintomas como dor e rigidez muscular, dormência, falta de ar e urina preta, semelhante à café.

As causas da doença de Haff ainda são discutidas, no entanto acredita-se que o desenvolvimento da doença de Haff seja devido a alguma toxina biológica presente em peixes de água doce e crustáceos.

É importante que essa doença seja identificada e tratada rapidamente, isso porque a doença pode evoluir rapidamente e trazer complicações para a pessoa, como insuficiência renal, falência múltipla de órgãos e óbito, por exemplo.

Sintomas da doença de Haff

Os sintomas da doença de Haff surgem entre 2 a 24 horas após o consumo de peixe ou crustáceos bem cozidos, mas contaminados, e estão relacionados com a destruição das células musculares, sendo os principais:

  • Dor e rigidez nos músculos, que é muito forte e surge de repente;
  • Urina muito escura, marrom ou preta, semelhante à cor do café;
  • Dormência;
  • Perda da força;

Na presença desses sintomas, principalmente se for notado escurecimento da urina, é importante que a pessoa consulte um clínico geral para que seja possível avaliar os sintomas e realizar exames que ajudem a confirmar o diagnóstico.

Cuidados ao comprar peixe

Segundo especialistas, o peixe deve ser transportado e armazenado entre menos 28 graus. E se você costuma comprar o produto na feira, tem que ficar atento, pois o peixe deve ficar no gelo para que a temperatura ideal seja mantida.

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