Violência contra mulher trans

Roberta, transexual queimada viva, permanece intubada em estado grave, 15 dias após ser brutalmente atacada no Recife

Nesta quinta-feira (8), completam-se duas semanas do ataque contra Roberta, no Cais de Santa Rita, centro do Recife

Gabriel dos Santos Araujo Dias
Gabriel dos Santos Araujo Dias
Publicado em 08/07/2021 às 11:12
Diego Nigro/JC Imagem
FOTO: Diego Nigro/JC Imagem
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O estado de saúde de Roberta Silva, de 33 anos, continua grave. A transexual que teve 40% do corpo queimado no centro do Recife permanece internada no Hospital da Restauração. Nesta quinta-feira (8), completam-se duas semanas do ataque.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital da Restauração, Roberta está intubada, em estado grave, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ela foi intubada no último domingo (4).

Internada desde a madrugada do último dia 24 de junho, quando foi violentada, Roberta já teve os dois braços amputados. Ela sofreu queimaduras de terceiro grau em várias partes do corpo.

Em conversa com a codeputada estadual, Robeyoncé Lima (Juntas/Psol), Roberta disse que a violência foi causada por discriminação. A comunidade LGBTQIA+ classifica o episódio como um caso de transfobia.

Suspeito

O principal suspeito de cometer a violência é um adolescente de 17 anos. Ele foi apreendido e cumpre medida socioeducativa em uma unidade da Funase de Pernambuco. Por ser menor de idade, o agressor não pode ter o nome relevado. O processo também corre em sigilo.

Repercussão

O caso tem repercutido entre a comunidade LGBTQIA+ de Pernambuco. Além disso, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), repudiou a violência sofrida por Roberta. Na última quarta-feira (8), após reportagem do site da Rádio Jornal mostrar que internautas cobravam posicionamento, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), também se pronunciou e disse que não vai tolerar esse tipo de violência em Pernambuco.

Onda de agressões contra trans em Pernambuco

Em um mês, além do ataque contra Roberta, outras três mulheres trans foram mortas em Pernambuco.

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