MOBILIZAÇÃO

Greve de caminhoneiros: Veja o que se sabe sobre mobilização prevista para a segunda (1º)


Caminhoneiros prometem uma nova paralisação na segunda-feira, 1º de novembro

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 30/10/2021 às 10:50
Thomaz Silva/Agência Brasil
FOTO: Thomaz Silva/Agência Brasil
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Mais uma vez, volta a preocupação de uma nova greve de caminhoneiros. A categoria ameaça uma paralisação para a segunda-feira (1º), véspera do Dia de Finados. Aproximadamente 60 lideranças se reuniram, na última quinta-feira (28), de uma audiência pública promovida pela Frente Parlamentar Mista do Caminhoneiro Autônomo e Celetista.

Quem diz que vai ter greve de caminhoneiros?

Na reunião da quinta (28), algumas lideranças presentes eram a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), que tem mais de 40 mil associados, e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam). As duas entidades informaram que vão aderir à paralisação dos caminhoneiros da segunda-feira.

Segundo o site UOL, os organizadores orientam que essa seja uma manifestação pacífica. No entanto, os caminhoneiros não descartam o bloqueio de rodovias. A greve dos caminhoneiros do litoral de São Paulo pode interferir nas operações do porto de Santos, um dos principais do Brasil e o maior em movimentação volume de cargas e contêineres.

O líder dos caminhoneiros no Recife, Marconi França, falou sobre a expectativa para a mobilização. "Há pessoas que na última chamada eram contra, mas que agora estão parando por causa da dor. Eles estão vendo que não dá mais para continuar rodando. Está crescendo bastante o movimento", disse ao UOL.

Reivindicações

O profissionais que ameaçam realizar uma nova greve de caminhoneiros reivindicam que além da mudança na política de preços da Petrobras, a categoria também pede a volta da aposentadoria especial, concedida depois de 25 anos de contribuições previdenciárias, e o piso mínimo de frete, que tem sido alvo de ações na Justiça.

Congelamento do ICMS

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, por unanimidade, o congelamento do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por 90 dias. A decisão foi tomada pelo colegiado em sua 339ª Reunião Extraordinária, realizada nesta sexta-feira (29), em Brasília.

A medida tem por objetivo colaborar com a manutenção dos preços nos valores vigentes em 1º de novembro de 2021 até 31 de janeiro de 2022.

Com as constantes altas da gasolina, na busca por um culpado pelo aumento, a alíquota de ICMS sobre os combustíveis praticada pelos estados vinha sendo bastante atacada. No Brasil, o imposto varia por Unidade da Federação, sendo 25% a menor (praticada por alguns estados) e 34% a maior, praticada pelo Rio de Janeiro.

O que diz o Governo Federal?

Para tranquilizar a categoria, desde que os caminhoneiros anunciaram a greve para o dia 1º de novembro, o Governo Federal tem tentado algumas medidas, como a proposta do auxílio-diesel.

Em entrevista ao UOL, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, disse que a medida pode ser revista, mas criticou os autônomos. Ele afirmou que os caminhoneiros autônomos precisam se reinventar e trabalhar em empresas. Para ele, a categoria também é "responsável por destruir o preço do frete".


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