MEIO AMBIENTE

Veterinários do Parque Dois Irmãos devolvem à natureza porco espinho ameaçado de extinção

Há dois meses, o animal foi encontrado ferido e passou por tratamento no Parque Dois Irmãos até ter condições de ser devolvido à natureza

Fabiani Assunção
Fabiani Assunção
Publicado em 19/04/2022 às 19:42 | Atualizado em 19/04/2022 às 19:49
Acervo PEDI
A reintrodução à natureza aconteceu na tarde desta terça-feira (19) - FOTO: Acervo PEDI
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Nesta terça-feira (19), um animal, uma espécie de porco espinho, o coandu-mirim (coendou speratus), foi reintroduzido à natureza, após passar dois meses em tratamento no Parque Estadual Dois Irmãos (PEDI). A fêmea, adulta, foi encontrada no dia 12 de fevereiro no entorno do PEDI, machucada, com uma laceração grave em um dos membros.

Após receber atendimento adequado, passar por cirurgia de reconstrução e receber cuidados intensivos no hospital veterinário do PEDI, o animal apresentou uma melhora significativa e foi transferido para a fase de readaptação. recebeu tratamento com antibióticos, anti-inflamatórios, óleo ozonizado e enriquecimentos ambientais. 

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A reintrodução à natureza aconteceu na tarde desta terça-feira (19) - Acervo PEDI
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O animal é considerado uma espécie em extinção - Acervo PEDI
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Porco espinho ferido passou dois meses em tratamento - Acervo PEDI

E finalmente hoje (19), após avaliação do corpo técnico do PEDI, recebeu alta e foi liberada na mata do Parque Estadual Dois Irmãos. “A sensação é de dever cumprido e de estar ajudando a manter a função ecológica de uma espécie, que neste caso, ainda é ameaçada de extinção”, destacou o gerente técnico científico do PEDI, o médico veterinário Marcio Silva.

Sobre o coendou speratus

Conhecido também como coandu-mirim, a espécie é ameaçada de extinção e foi descoberta em 2013. O termo “speratus” remete à palavra em latim para “esperança”, e foi escolhido devido à esperança pelo futuro da espécie. Pode ser encontrado na região nordeste, nas florestas costeiras de Pernambuco e ao norte do rio São Francisco, nos estados de Alagoas e Pernambuco.

Coberto com espinhos castanho-escuros e com a ponta avermelhada, alimenta-se de sementes e tem hábitos noturnos. Possui um nariz pontudo e uma cauda longa e flexível que ajuda na locomoção entre as árvores, mas não consegue saltar entre elas. 

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