
Na tarde desta quarta-feira (8), o Brasil acabou registrando o seu primeiro caso confirmado de varíola dos macacos. O homem diagnosticado, que não teve seu nome identificado, está em isolado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, localizado em São Paulo.
A varíola dos macacos está gerando grande preocupação entre cientistas e agências de saúde. A doença está chamando bastante atenção por sua transmissão rápida e também pela quantidade de casos já registrados em todo o mundo.
VARÍOLA DOS MACACOS MATA?
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem duas variantes genéticas da varíola dos macacos, com diferentes taxas de letalidade.
- Variante da África Ocidental, com taxa de letalidade (CFR) relatada anteriormente de até cerca de 10%;
- Variante da Bacio do Congo (África Central), com taxa de 3%.
Entre os casos registrados de varíola dos macacos, a maioria deles foram associados a variante da Bacia do Congo, ou seja, o grupo de variantes genéticas com menor letalidade.
QUEM CORRE MAIS RISCO COM A DOENÇA?
De acordo com informações compartilhadas pela OMS, a varíola dos macacos pode ser classificada como uma doença autolimitante, isso significa que a pessoa infectada pode se curar após o período agudo do vírus.
Apesar disso, a varíola dos macacos pode ser grave ou fatal para algumas pessoas: "Casos graves ocorrem mais comumente entre crianças e estão relacionados à extensão de exposição ao vírus, estado de saúde do paciente e natureza das complicações", explicou a OMS.
Isso significa que os casos da varíola dos macacos tende a ter um risco maior para os mais jovens.
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