Saúde

ESCLEROSE MÚLTIPLA: O que provoca, quais os primeiros sintomas, tratamento e cura. Saiba tudo sobre doença de Guta Stresser

A atriz Guta Stresser, 49 anos, revelou ter recebido o diagnóstico de esclerose múltipla; conheça a doença, as causas e o tratamento

Humberto Cassimiro
Humberto Cassimiro
Publicado em 20/06/2022 às 19:58 | Atualizado em 20/06/2022 às 20:00
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Guta Stresser compartilhou seu diagnóstico de esclerose múltipla, assim como Claudia Rodrigues e outros famosos - FOTO: Reprodução
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A atriz Guta Stresser, de 49 anos, declarou, nesta segunda-feira (20), ter recebido o diagnóstico de esclerose múltipla.

A artista, que viveu a personagem Bebel na série A Grande Família, compartilhou a experiência com a condição e descobriu que portava a doença depois de passar por diversos exames.

Além de Guta, a atriz Claudia Rodrigues, que interpretou Marinete na série A Diarista, também convive com o diagnóstico da doença desde 2000.

Muitos brasileiros, no entanto, não conhecem a esclerose múltipla e a doença acaba gerando muitas dúvidas ou mesmo assustando quem recebe o diagnóstico. Veja o que se sabe sobre a esclerose múltipla.

O que é esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença crônica que acomete, geralmente, pessoas jovens (entre 20 e 30 anos). A condição faz com que o próprio sistema imunológico comece a agredir a bainha de mielina, que recobre os neurônios.

Por conta disso, a esclerose múltipla provoca dificuldades motoras e sensitivas por, justamente, comprometer a função do sistema nervoso.

O que provoca esclerose múltipla?

Apesar de ser uma doença conhecida na medicina, não se sabe ao certo as causas da doença, que pode ser ambiental ou genética.

Além disso, a esclerose múltipla é provavelmente uma doença autoimune, já que o o sistema imunológico do paciente ataca os próprios tecidos — no caso, a bainha de mielina.

Quais os primeiros sintomas da esclerose múltipla?

A doença evolui de forma diferente para cada pessoa. A fase inicial, contudo, costuma ser sutil e os sintomas não tem uma frequência exata, podendo ocorrer a qualquer momento.

Entre os primeiros sintomas, estão sintomas sensitivos leves, como:

  • alterações na visão (turva); e
  • alterações no controle da urina.

Quais são as consequências da esclerose múltipla?

O quadro pode evoluir, no entanto, a sintomas de maior intensidade, como:

  • fraqueza;
  • desequilíbrio;
  • tremor;
  • sensação de entorpecimento ou formigamento nas pernas ou de apenas um lado do corpo;
  • visão dupla ou perda visual prolongada; e
  • descontrole dos esfíncteres (que controlam, por exemplo, as saídas do sistema urinário e digestivo).

Qual o tempo de vida de uma pessoa com esclerose múltipla?

Apesar de assustar quem recebe o diagnóstico, a medicina já avançou bastante e a esclerose múltipla possui tratamentos acessíveis e eficazes.

A expectativa de vida de uma pessoa com esclerose múltipla, no entanto, ainda é baixa quando comparada à população geral: de 7 a 14 anos de vida a menos.

O que fazer para melhorar a esclerose múltipla? A doença tem tratamento? E cura?

Embora não possua cura, a esclerose múltipla tem, sim, tratamento. A qualidade de vida das pessoas que convivem com a doença pode melhorar significativamente com o tratamento adequado.

Por se manifestar de maneiras diferentes, cada pessoa deve receber um tratamento individualizado. Em geral, medicamentos imunomoduladores e imunossupressores são utilizados no tratamento a longo prazo.

Nos surtos, por sua vez, corticoides são administrados para reduzir os impactos da esclerose múltipla.

É possível ter uma vida normal com esclerose múltipla? Quem tem esclerose múltipla pode trabalhar?

É possível conviver com a esclerose múltipla e ter uma boa qualidade de vida, inclusive trabalhando, especialmente nos estágios iniciais.

A chance de isso acontecer é ainda maior quando o diagnóstico é feito precocemente e a pessoa é acompanhada regularmente por toda uma equipe médica multidisciplinar.

Pacientes com casos avançados da doença, contudo, podem solicitar aposentadoria por invalidez.

* Com informações do Portal Drauzio Varella e do site do Hospital Anchieta

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