CRIME

ANESTESISTA PRESO: Saiba quem é Giovanni Quintella, médico preso por estupro durante parto cesárea

Giovanni Quintella Bezerra, de 32 anos, já trabalhou em pelo menos dez hospitais públicos e privados.

Catêrine Costa
Catêrine Costa
Publicado em 11/07/2022 às 15:22 | Atualizado em 12/07/2022 às 15:51
Reprodução / Instagram
MÉDICO ACUSADO DE ESTUPRO; GIOVANNI QUINTELLA BEZERRA; MÉDICO ANESTESISTA; ANESTESISTA PRESO - FOTO: Reprodução / Instagram
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Giovanni Quintella Bezerra, de 32 anos, é um médico anestesista que foi preso na madrugada desta segunda-feira (11) suspeito de estuprar uma paciente durante o parto cesárea.

Segundo informações do G1, já trabalhou em pelo menos dez hospitais públicos e privados.

Ele se formou em Medicina em 2017 no Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), no Rio de Janeiro, onde também concluiu a especialização em anestesia no início de abril.

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CRIME

Funcionárias do Hospital da Mulher em Vilar dos Teles, São João de Meriti, município na Baixada Fluminense, desconfiaram de Giovanni ao perceber que ele dava uma quantidade excessiva de sedativos para as grávidas.

Então, trocaram a sala de cirurgia para conseguir captar o momento, e filmaram o médico colocando o pênis na boca de uma paciente enquanto participava do procedimento cirúrgico.

VÍDEO

As imagens mostram a grávida deitada na maca e inconsciente, enquanto a equipe inicia a cesariana.

A poucos centímetros dos colegas, o anestesista abre o zíper da calça, coloca o pênis para fora e violenta a mulher durante dez minutos. 

Ao terminar, pega um lenço de papel e limpa a vítima para esconder os vestígios do crime.

As imagens serviram para decretar a prisão em flagrante pela delegada Bárbara Lomba, da Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti.

Também foi filmado o momento em que ela dá a notícia da prisão ao médico - que recebe a informação com surpresa. Ele foi autuado pelo crime de estupro.

Órgãos se pronunciam

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informou ter aberto um processo para investigar o caso e expulsar o médico. O presidente do Cremerj, Clovis Bersot Munhoz, afirmou que “as cenas são absurdas”.

A Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Estado de Saúde repudiaram a conduta.

“Informamos que será aberta uma sindicância interna para tomar as medidas administrativas, além de notificação ao Cremerj. A equipe do Hospital da Mulher está prestando todo apoio à vítima e à sua família. Esse comportamento, além de merecer nosso repúdio, constitui-se em crime, que deve ser punido de acordo com a legislação em vigor”, disseram.

REPRODUÇÃO
GRAVAÇÃO Desconfiadas do comportamento de Giovanni Quintella, colegas de trabalho esconderam celular na sala de parto e filmaram abuso. Imagens foram entregues à polícia - FOTO:REPRODUÇÃO

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