ELEIÇÕES 2022

Com benção de Lula, Bivar pode ser candidato ao Senado na chapa de Danilo Cabral em Pernambuco, diz colunista

Se articulação avançar, Bivar deixa disputa pelo Planalto; Teresa Leitão e Miguel Coelho também seriam prejudicados

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 24/07/2022 às 14:47
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BOBBY FABISAK / JC IMAGEM
Luciano Bivar, presidente nacional do União Brasil - FOTO: BOBBY FABISAK / JC IMAGEM
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Após visitar Pernambuco e rodar o Estado ao lado dos pré-candidatos ao governo e ao Senado, Danilo Cabral (PSB) e Teresa Leitão (PT), respectivamente, o ex-presidente Lula (PT) teria dado aval a uma articulação que muda tudo nas Eleições 2022.

A negociação envolve o PT, PSB e o União Brasil — formado pela fusão entre o DEM e o PSL — e culminaria num rearranjo na corrida ao Planalto, ao governos de Pernambuco e São Paulo e ao Senado em PE.

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Isso porque dirigentes do PT, incluindo o candidato do partido ao governo paulista, Fernando Haddad,  têm trabalhado para convencer Luciano Bivar a desistir de disputar a Presidência e levar o União Brasil para a vice de Haddad.

Com isso, PT e PSB se comprometeriam a apoiar a candidatura de Bivar ao Senado em Pernambuco. Pela negociação, odeputado passaria a fazer parte da chapa liderada pelo socialista Danilo Cabral. As informações são do jornalista Guilherme Amado, do portal Metropoles.

Se articulação avançar, Bivar deixa disputa pelo Planalto; Teresa Leitão e Miguel Coelho também seriam prejudicados, visto que a primeira é pré-candidata ao Senado na chapa com Cabral. O segundo é pré-candidato ao governo do Estado pelo União Brasil.

Haddad e dirigentes de sua coligação discutem a possibilidade com o vice-presidente do União Brasil, Antonio de Rueda, braço-direito de Bivar. As conversas têm a anuência de Lula.

BIVAR NO LUGAR DE TERESA LEITÃO

As possíveis mudanças na chapa pernambucana têm, na verdade, motivação na eleição de São Paulo. O União Brasil fez a convenção de São Paulo nesta semana e declarou apoio ao governador Rodrigo Garcia, do PSDB.

O PT tem o interesse em enfraquecer a candidatura de Garcia, considerado um adversário mais difícil para o segundo turno do que o bolsonarista Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

Dirigentes do União Brasil, no entanto, negam a possibilidade do acordo com o PT, segundo o jornalista Guilherme Amado.

Integrantes do partido que conversaram com Rueda dizem que as negociações do partido com Haddad tratam apenas do apoio a Lula no segundo turno.

As conversas, se de fato prosperarem, podem impactar na eleição de deputados do União Brasil em São Paulo.

O partido prevê que nomes com histórico antipetista terão votação elevada no estado, como a advogada Rosângela Moro e o deputado Kim Kataguiri.

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