Executivo detalha planejamento do Sport após crise financeira na pandemia

O Sport também realiza homenagem ao Brasileiro de 87

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Executivo detalha planejamento do Sport após crise financeira na pandemia

Lucas Drubscky, executivo do Sport, mantém pés no chão quanto a realidade financeira do Sport para a Série A. - Foto: Filipe Farias/Jornal do Commercio

Pedro Alves | Twitter: @PedroAlvesn99

Neste dia 13 de maio de 2020, o Sport completa 115 anos de muita história e tradição  pelo gramado do Brasil inteiro. Em suas redes sociais, o clube vai homenagear o título Brasileiro de 87, às 18h no seu canal do Youtube, e pede uma contribuição do torcedor de pelo menos R$ 10. O torcedor que contribuir vai receber em seu email uma réplica personalizada do jogo que garantiu a Taça das Bolinhas. 

No momento atual do Sport, o presidente Milton Bivar conseguiu um recurso no final de semana de R$ 600 mil reais e conseguiu quitar o mês de fevereiro em atraso, pagou parte de março, mas ainda deve abril por inteiro tanto para jogadores, quanto para funcionários do administrativo e também os funcionários demitidos nos últimos dias.

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Empréstimo e realidade financeira

O presidente rubro-negro disse que teve um avanço na busca por um empréstimo financeiro que daria uma tranquilidade muito maior para o Sport e esse dinheiro seria usado para quitar os salários atrasados. Lucas Drubscky, executivo de futebol do clube, fala sobre o planejamento financeiro do Sport que foi por água abaixo devido a crise do novo coronavírus.

“Uma coisa que tem que ser vista. Que todo o planejamento montado para os primeiros três, quatro meses do ano e para se ter um tipo de upgrade a partir de maio e junho foi tudo desmontado. Essa pandemia virou tudo de cabeça para baixo no mundo todo. Todos os clubes do mundo e cabe a nós falar pelo Sport”, afirmou.

“O planejamento mudou, mudou muito. Hoje temos que nos preocupar em fazer uma equipe que vai se adequar aquilo que o Sport tem condições de fazer. Na medida do possível, isso é um mote muito forte do nosso presidente, desde o começo muito forte, sanar o máximo possível o Sport. A preocupação em manter os salários em dias, pagar o máximo de dívidas possíveis, é uma preocupação muito latente nas prioridades do presidente. Não tem como fugir muito disso. A gente vai entrar no Brasileiro para representar a camisa do Sport e a gente sabe o peso que é, o tamanho da camisa. Um clube gigante no cenário nacional. O que cabe a mim e a diretoria, a gente precisa montar um time para entrar na competição com essa responsabilidade. A gente sabe que precisa ter uma equipe qualificada, mas a gente sabe também que o Sport enfrenta bastante dificuldades no âmbito financeiro. Por mais que falem ‘isso vai ser sempre usado como bengala e desculpa’, mas isso é a nossa realidade, não tem como fugir e sair dela. Não temo achar que vamos fazer uma folha milionária entre as dez maiores do país para endividar e empurrar o problema para frente, chegar no meio da temporada não ter condições de pagar e não conseguir nossos objetivos. A gente sabe a importância de ter um grupo forte e que faça uma série A de maneira digna, mas sabemos que tem que ser adequado à realidade financeira do Sport e que teve um baque muito grande. É um trabalho pra gente e vamos trabalhar”, completou.

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