JATOBÁ

Moradora diz que área de ataque em comunidade indígena é "coração" do conflito com posseiros


A área, localizada na cidade de Jatobá, é alvo de disputas entre a comunidade indígena Pankararu e posseiros

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 30/10/2018 às 13:37
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A Polícia Federal em Pernambuco, junto com a Polícia Civil, investiga o incêndio que atingiu, na madrugada da última segunda-feira (29), a escola municipal e a única unidade de saúde da família da comunidade Pankararu, localizados na Aldeia bem querer de baixo, em Jatobá, no Sertão do Estado.

Os dois prédios ficaram destruídos e a autoria do crime ainda é desconhecida. A Polícia Federal deve ir ao local para realizar a perícia. A área, segundo o delegado de Jatobá e responsável pelo caso, Daniel Angeli, é alvo de disputa entre os indígenas e alguns posseiros.

A disputa pelas terras dura quase três décadas. E, desde então, os Pankararus intensificaram os conflitos com posseiros não-indígenas que ainda habitam uma parte do local. Por isto, ambos passaram a reivindicar a decisão da justiça no reconhecimento de direitos e a situação permanece em dualidade.

O delegado explicou que, segundo ordem judicial, os posseiros precisam desocupar a comunidade.

Confira os detalhes na reportagem de Bruna de Oliveira:

Morador diz ter recebido ameaças

Uma moradora, que prefere não ser identificada, afirma que já recebeu ameaças. "A área que aconteceu que o ataque é o o coração do conflito entre Pankararus e os posseiros. É muito simbólico esse ataque: atacar uma escola e um posto de saúde", lamentou.

Com o incêndio, foi perdida praticamente toda parte da estrutura física além de móveis, documentos e equipamentos. De acordo com a aldeia Pankararu, a única unidade de saúde realizava cerca de 5000 atendimentos por mês.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informou que um promotor foi até a aldeia Pankararu, em Jatobá, para apurar os fatos, mas o MPPE só deve se pronunciar nesta quarta-feira (31). O promotor foi acompanhado das polícias Militar e Federal.


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