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Caso Beatriz: família pediu transferência de restos mortais para Petrolina
Beatriz foi assassinada com 42 facadas em Petrolina, no Sertão do estado - Foto: Arquivo pessoal
Crime sem solução

Caso Beatriz: família pediu transferência de restos mortais para Petrolina

A garota Beatriz Motta, de 7 anos, foi morta com 42 facadas numa escola de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Crime segue sem solução 3 anos depois

Lucinha Motta, mãe da menina Beatriz, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Jornal nesta quinta-feira (6)
Lucinha Motta, mãe da menina Beatriz, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Jornal nesta quinta-feira (6)
Foto: Reprodução / TV JC

No dia 10 de dezembro de 2015, a menina Beatriz Motta, de 7 anos de idade, foi morta no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, Sertão de Pernambuco. Prestes a completar três anos do crime e após mudanças de delegados na condução da investigação do caso, além de vários protestos e cobranças da família, o caso segue sem resolução e envolto numa aura de mistério sobre quem teria matado a menina e qual teria sido a motivação. Nesta quinta-feira (7), Lucinha Motta, mãe de Beatriz, concedeu entrevista exclusiva à Rádio Jornal e falou de seu sentimento de revolta com o andamento das investigações, das saudades que sente da filha mais nova e adiantou que deve transferir os restos mortais de Beatriz para a sua cidade.

"Enquanto eu viver, enquanto eu tiver vida e saúde, pode ter certeza que eu vou lutar todos os dias da minha vida. Eu quero saber quem fez isso com a minha filha, o que motivou essa tamanha crueldade e essas pessoas serão, sim, punidas. Porque nós não vamos desistir, nós não vamos cansar", disse Lucinha.

A mãe de Beatriz também fez críticas diretas ao Governo do Estado e nominou o governador Paulo Câmara nessas críticas. Segundo ela, não está havendo o investimento necessário para que o crime seja desvendado: "O Estado de Pernambuco, o seu governador, Paulo Câmara, podem ter certeza que eu vou incomodar sempre que necessário, porque ele não está investindo nenhum centavo no caso de Beatriz. Aliás, em nenhum outro caso de crime no estado de Pernambuco".

Investigações

A mudança de delegados que chefiaram as investigações do caso Beatriz é outra das críticas de Lucinha Motta. No entanto, ela afirma que vai lutar pela permanência da delegada Polyana Nery na condução das investigações: "Nós queremos a permanência de Polyana. Eu não aceito mais mudança de delegado. Não concordo mais".

Transferência dos restos mortais

Os restos mortais de Beatriz devem ser transferidos para Petrolina, segundo informou a mãe dela. Na ocasião da morte, o corpo da menina foi enterrado numa área privativa da família, em Juazeiro, cidade do interior da Bahia que faz divisa com a cidade do Sertão Pernambucano.

"Nós vamos transferir... trazer Beatriz aqui para Petrolina. Beatriz, hoje, ela está enterrada num cemitério de minha família, no interior de Juazeiro, e nós vamos trazê-la para Petrolina. Nós não sabemos ainda a data, por conta dos trâmites legais. Mas, assim que a gente tiver uma posição, nós vamos avisar a todos", revelou Lucinha: 

Protesto

No próximo dia 12 de dezembro, os familiares de Beatriz vão realizar um protesto para relembrar os três anos do crime. A concentração da manifestação deve acontecer em frente ao Tribunal de Justiça de Pernambuco e seguir até a frente do Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado, que fica no bairro de Santo Antônio, na área Central do Recife.

Confira a entrevista na íntegra:

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