BRUTALIDADE

Polícia conclui que ataque a flanelinha foi premeditado e indicia namorada de agressor


O flanelinha William José de Souza, de 63 anos, foi brutalmente espancado por Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 08/01/2019 às 13:08
Foto: Reprodução
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Após dez dias de investigações, a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a agressão contra um flanelinha, idoso, no bairro do Pina, na Zona Sul do Recife. O crime aconteceu no dia 29 de dezembro de 2018 e, além de Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos, que já foi indiciado por lesão corporal grave, a polícia indiciou também a companheira dele, Édila Katerine de Oliveira, de 28 anos, como coautora do crime.

As agressões ao flanelinha William José de Souza, de 63 anos, aconteceram em frente ao prédio do ex-marido de Édila, que enfrenta processo de separação do ex-cônjuge, com o qual ela tem filhos e, por esse motivo, ainda visita a residência dele para cuidar das crianças. “Nós conseguimos identificar no processo foi que dias antes das agressões, o senhor William teria comentado com o esposo, assim ele se intitula, e morador do prédio onde ocorreu o caso, que ele teria sido pai e mãe das crianças. Ela não teria gostado, a própria vítima admite ter comentando”, detalhou o delegado Ramon Teixeira, responsável pelas investigações.

Segundo Teixeira, no dia do crime, Édila chegou ao local do crime perguntando por William. “A nosso juízo, nos pareceu evidenciar claramente não só a premeditação do fato, mas que ela teria incorrido como mandante do fato e o Bruno teria sido o autor das agressões”, explicou.

Confira os detalhes na reportagem de Mário Oliveira:

Aborto não foi comprovado

Em sua defesa, Bruno havia dito que o senhor William José havia agredido sua companheira verbalmente e fisicamente, supostamente utiliza uma panela, o que teria feito com Édila perdesse um bebê. O delegado nega a informação. “O senhor William sempre foi retratado como uma pessoa humilde, trabalhadora, incapaz de fazer tanto comentários ofensivos quanto produzir uma lesão mediante agressão física (...) Não nos pareceu haver qualquer sustentação disso e tampouco da existência de um aborto”, destacou.

O caso vai ser remetido ao Ministério Público de Pernambuco e caberá à justiça decidir o destino de Édila.

Prisão do agressor

O empresário e bacharel em Direito que agrediu o idoso, Bruno Nunes Elihimas, de 35 anos, já está preso. Ele se apresentou à polícia na tarde do dia 31 de dezembro e, enquanto prestava depoimento na Delegacia de Boa Viagem, na companhia do advogado, teve a prisão preventiva decretada. Ele foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.

Lesão corporal gravíssima

idoso teve dentes quebrados por causa da agressão
idoso teve dentes quebrados por causa da agressão
Foto: Reprodução /TV Jornal

O caso foi considerado "lesão corporal gravíssima" porque o idoso perdeu os dentes devido aos socos e chutes de Bruno, o que se enquadra no capítulo 2º, inciso 4º do artigo 129 do Código Penal Brasileiro, configurando "deformidade permanente". A delegada Beatriz Leite disse que o flanelinha será encaminhado para fazer exames no Instituto de Medicina Legal (IML).

Depois do feriado de ano novo, o caso ficará sob responsabilidade do delegado Ramon Teixeira, que seguirá ouvindo testemunhas e analisará mais imagens do ocorrido, para averiguar se as versões dadas pelo acusado coincidem com a realidade dos fatos. A defesa de Bruno já adiantou que vai tentar revogar a prisão decretada nessa segunda, sob o argumento de que o caso se enquadra como "lesão corporal leve", o que, segundo o advogado de Bruno, não justificaria um pedido de prisão.


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