FEMINICÍDIO

Caso Tássia Mirella: Justiça marca júri do acusado para agosto


O vizinho da fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena está preso acusado de estuprar e matar a garota no dia 5 de abril de 2017

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 03/06/2019 às 14:05
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FOTO: Reprodução/ Facebook
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Após uma espera de dois anos, foi definida a data do julgamento do comerciante Edvan Luiz da Silva, 32 anos, acusado pelo estupro e feminicídio da fisioterapeuta Tássia Mirella de Sena, 28 anos, em 2017. O júri está marcado para o dia 5 de agosto deste ano, a partir das 9h, na 3ª vara do Tribunal do Júri da Capital, localizada no Fórum Thomaz de Aquino.

A sessão foi agendada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). A sessão do júri vai ser presidida pelo juiz Pedro Odilon de Alencar.

Nas redes sociais, a mãe da fisioterapeuta Tássia Mirella pediu justiça em uma postagem emocionada feita no Facebook. "Não quero vingança e sim só justiça, sabes e conheces bem meu coração, essa dor que carrego dentro de mim será eterna. Que minha coragem seja maior que meu medo e que minha força seja tão grande quanto minha fé", postou. Confira:

Assassinato de Tássia Mirella

Edvan Luiz da Silva, acusado de assassinar uma fisioterapeuta, continua preso preventivamente
Edvan Luiz da Silva, acusado de assassinar uma fisioterapeuta, continua preso preventivamente
Bobby Fabisak/JC Imagem

Tássia Mirella de Sena foi encontrada morta no flat onde morava no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, no dia 5 de abril de 2017. Na época, o acusado negou o crime, mas laudos de perícias realizadas pela polícia comprovaram que ele foi o autor do crime.

Segundo as investigações, Edvan Luiz da Silva invadiu o apartamento da fisioterapeuta no início da manhã daquele dia. A vítima tentou se defender, mas não conseguiu e acabou abusada sexualmente e depois morta pelo vizinho.

Edvan foi preso horas após cometer o crime. Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Pernambuco pelos crimes de estupro e por homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio, emprego de meio cruel, sem chance de defesa da vítima e assegurar a ocultação de outro crime).

Apesar de negar ter cometido o crime, exames de DNA confirmaram a presença de fios de cabelo do acusado nas mãos de Mirella, além de pedaços da pele de Edvan debaixo das unhas da vítima.


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