TRATAMENTO

Recife reduz leitos de enfermaria da covid-19 e amplia vagas de UTI


Recife tem apresentado uma decida na curva epidêmica da covid-19, o que justificou a desativação dos leitos de enfermaria

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 02/07/2020 às 15:09
Divulgação/Prefeitura do Recife
FOTO: Divulgação/Prefeitura do Recife
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Com casos da covid-19 em queda, a Prefeitura do Recife desativou 210 leitos de enfermaria dos hospitais de campanha montados na área externa das policlínicas Amaury Coutinho, na Campina do Barreto, Arnaldo Marques, no Ibura, e Barros Lima, em Casa Amarela, além das vagas no Hospital da Mulher, no Curado. A justificativa, segundo a prefeitura, está na decida da curva epidêmica da doença na capital pernambucana. Agora, a cidade sai de 286 leitos de enfermaria para 472.

Por outro lado, subiu o número de vagas de UTI, mais demandadas atualmente do que os leitos de enfermaria em todo o estado. A prefeitura anunciou que abriu 17 leitos para suporte aos pacientes em estado mais grave no Hospital Evangélico de Pernambuco e nos hospitais de campanha dos Coelhos, da Imbiribeira e do Hospital da Mulher. Agora, o Recife tem 306 vagas de leitos de UTI.

Segunda a Prefeitura do Recife, o número de infecção pelo novo coronavírus está em queda há 45 dias na cidade. As quatro unidades provisórias que tiveram leitos desativados fizeram mais de 1.500 internações, sendo que um terço delas para oferecer assistência a moradores de outras cidades.

Também foram reduzidas as unidades de atenção básica que estavam atendendo os pacientes com suspeita da covid-19: de 22 para 20.

A gestão municipal ainda acrescentou que está prevista a abertura de mais leitos na cidade.

Desaceleração

A capital, que já chegou a ser, em abril, responsável por 54% dos casos do novo coronavírus em Pernambuco, fechou o mês de junho com 21% de todos os novos casos do Estado.

Em junho, quando a capital teve 5.182 casos, o percentual caiu para 21%. O deslocamento da maior incidência da covid-19 para fora da capital, em direção ao interior do Estado, também foi comprovada por estudo divulgado pela Fiocruz Pernambuco no mês passado.


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