Caso Miguel: juiz recebe denúncia do Ministério Público contra Sarí Corte Real

MPPE denunciou a acusada por abandono de incapaz com resultado morte do menino Miguel em um prédio no Recife no início de junho

RECIFE
Caso Miguel: juiz recebe denúncia do Ministério Público contra Sarí Corte Real

Sarí é acusada pela policia na morte do menino Miguel Otávio, de 5 anos - Foto: Yaci Ribeiro/JC Imagem

O juiz da 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital, José Renato Bizerra, recebeu, na noite de terça-feira (14), a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra Sarí Corte Real por abandono de incapaz com resultado morte, com as agravantes de cometimento de crime contra criança e em ocasião de calamidade pública.

Para receber a denúncia, o magistrado alega “indícios de autoria e materialidade do delito, conforme se extrai do caderno policial, bem como a legitimidade do Ministério Público para propor a ação”.

Sarí deverá responder à acusação por escrito, no prazo de 10 dias, para poder arguir preliminares e alegar tudo o que interesse à sua defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo a sua intimação, quando necessário. Caso ela não apresente a resposta no prazo legal, ou se não constituir defensor de imediato, a Secretaria vai encaminhar os autos à Defensoria Pública para oferecê-la. Após, os autos voltam conclusos para análise.

O caso Miguel

Miguel Otávio, de 5 anos, caiu de uma altura de 35 metros do Condomínio Píer Maurício de Nassau, na área central do Recife, no dia 02 de junho. Ele estava sob os cuidados de Sarí Corte Real quando ela deixou a criança sozinha no elevador, que o levou até o nono andar do prédio, onde caiu e morreu.

A mãe da criança, Mirtes Renata, trabalhava como empregada doméstica na casa de Sarí e deixou o filho sob a responsabilidade da patroa para descer e passear com o cachorro da família dos patrões. No entanto, após negligência da empregadora, a criança caiu de uma altura de 35 metros. O menino estava procurando pela mãe no momento do crime. 

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