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Mãe de Miguel revela que teve conta do Instagram hackeada

Segundo Mirtes Renata, todas as fotos de Miguel Otávio Santana da Silva foram apagadas

Ísis Lima
Ísis Lima
Publicado em 03/07/2020 às 14:39
Wellington Lima/JC Imagem
FOTO: Wellington Lima/JC Imagem
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Nesta sexta-feira (3) a mãe de Miguel Otávio Santana da Silva, de apenas 5 anos, Mirtes Renata Santana de Souza, denunciou que teve sua conta do Instagram hackeada. Segundo Mirtes, todas as fotos do filho foram apagadas, algumas que ela só tinha na rede.

Mirtes contou que seu perfil foi hackeado na última sexta-feira (26). Em entrevista ao Jornal do Commercio, ela revelou que não tem mais nada do filho na conta. "O nome do perfil permanece o mesmo, só que não tem mais nada nele. Já tentei colocar meu e-mail, modificar a senha, e nada. Apagaram todas as fotos dele", disse. Segundo ela, a última publicação feita na rede social foi sobre o enterro do filho. Miguel foi velado e sepultado no Cemitério de Bonança, no município de Moreno, Zona da Mata de Pernambuco, no dia 4 de junho. "Depois eu não mexi mais. Só estava utilizando para conversar com algumas pessoas", disse.

Mirtes também disse que, apesar de o perfil ter sido hackeado, a Polícia Civil ainda não foi acionada. "Eu falei com os meus advogados e eles vão analisar para ver o que irão fazer sobre isso", afirmou.

Nesta quinta-feira (2), uma missa marcou um mês da morte do menino Miguel Otávio Santana da Silva, de apenas 5 anos, que faleceu após cair de uma altura de 35 metros de um dos prédios do Condomínio Píer Maurício de Nassau, na área central do Recife.

Relembre o caso Miguel

Miguel tinha apenas 5 anos e, segundo a polícia, sua morte foi causada após negligência da patroa de sua mãe
Miguel tinha apenas 5 anos
Reprodução/ Redes Sociais

Miguel Otávio, de 5 anos, caiu de uma altura de 35 metros do Condomínio Píer Maurício de Nassau, na área central do Recife, no dia 02 de junho. Ele estava sob os cuidados de Sarí Corte Real quando ela deixou a criança sozinha no elevador, que o levou até o nono andar do prédio, onde caiu e morreu.

A mãe da criança, Mirtes Renata, trabalhava como empregada doméstica na casa de Sarí e deixou o filho sob a responsabilidade da patroa para descer e passear com o cachorro da família dos patrões. No entanto, após negligência da empregadora, a criança caiu de uma altura de 35 metros. O menino estava procurando pela mãe no momento do crime.

Imagens do circuito interno de segurança do prédio onde a criança caiu mostraram o momento em que o menino foi deixado sozinho no elevador. Em um vídeo, registrado às 13h08, a dona do apartamento aparece segurando a porta do elevador e conversando com o menino. Em seguida, depois de algum tempo de conversa, Miguel sai do equipamento. Dois minutos depois, ele volta sozinho, entra novamente no elevador e Sarí vai atrás. É neste momento que ela aperta o último botão onde fica a cobertura, a porta fecha e Miguel aciona outros andares. Antes de parar no nono andar, o elevador parou no sétimo andar.

Mirtes contou ainda que Sarí estava fazendo as unhas com uma manicure no momento em que Miguel caiu.

Sarí Côrte Real é espora do prefeito de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, Sérgio Hacker. Ela foi presa em flagrante por homicídio culposo e liberada, após pagamento de fiança no valor de R$20 mil.

De acordo com a polícia, as imagens das câmeras de segurança foram a principal prova da "negligência" da mulher, como a polícia definiu.

Sari Corte Real foi ouvido nesta segunda-feira
Sari Corte Real foi indiciada por abandono de incapaz seguido de morte
Yaci Ribeiro/ JC Imagem

A conclusão do inquérito, comandado pelo delegado Ramón Teixeira, foi apresentada nesta terça-feira (1º). A Polícia Sarí Côrte Real foi indiciada por abandono de incapaz seguido de morte. Se condenada, a patroa pode pegar de quatro a 12 anos de prisão.

O delegado Ramon descartou a possibilidade do homicídio doloso e do dolo eventual. Ele ressaltou que o inquérito buscou agir de forma isenta.

O inquérito foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), que pode rejeitar o relatório da Polícia Civil.

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