Ex-presidente da Compesa acredita em "junção" de público e privado no saneamento básico

Roberto Tavares repercutiu a aprovação, com vetos, do marco regulatório feita por Jair Bolsonaro

SANEAMENTO
Ex-presidente da Compesa acredita em

Ex- presidente da Compesa acredita que o veto não é uma ideia positiva. - Foto: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Rádio Jornal

O ex-presidente da Compesa, Roberto Tavares, em entrevista ao Passando a Limpo desta quinta-feira (16), repercutiu a aprovação com vetos do novo Marco Legal do saneamento básico pelo presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem (15). Tavares acredita os setores precisam ser trabalhados em conjunto. “O movimento que aconteceu nos últimos anos no setor do saneamento é um movimento que busca trazer segurança jurídica, mais confiança para os investimentos, tendo em vista que o setor público não tem mais a quantidade de recursos disponíveis para fazer fácil a demanda de investimento, que é muito alta.

O governo entrou com a ideia de tocar a mudança de um marco regulatório que era um projeto que já vinha do governo anterior. E, infelizmente, quando foi aprovado, aprovou com vetos que vão prejudicar. Na minha opinião, não pode ser só o privado ou só o público, precisa de uma junção disso porque a necessidade de investimento é muito alta."

O ex-presidente da Compesa afirmou ainda que o veto não foi uma boa ideia e deve gerar muita discussão no Congresso Nacional. “Na minha opinião, o Marco Regulatório é bom, mas, com esse veto, ele é trágico. Porque os municípios que são deficitários correm o risco de não poder ter nem a estatal porque não mais podem contratar direto. E a maioria não tem capacidade de fazer uma licitação decente. E, pior do que isso, o privado não vai ter interesse em entrar em um município isolado que não é rentável. Ou seja, provavelmente acredito que haverá um movimento grande dentro do Congresso Nacional para retirar esse veto e restabelecer o acordo que eu acho que era o melhor pro saneamento.”

Confira a entrevista na íntegra:

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