“Muitos alunos serão infectados”, diz professor da UFPE sobre volta de aulas presenciais na pandemia do coronavírus

Gauss Cordeiro acredita que ainda não é a hora de faculdades e escolas voltarem às aulas

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“Muitos alunos serão infectados”, diz professor da UFPE sobre volta de aulas presenciais na pandemia do coronavírus

Segundo Gauss Cordeiro a ideia não é das melhores, pois acredita que o retorno pode ser bastante perigoso para maior propagação da covid-19. - Foto: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

Rádio Jornal

Em entrevista ao Passando a Limpo desta terça-feira (21), o professor Gauss Cordeiro, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e PhD em Estatística pelo Imperial College, da Inglaterra, falou dos riscos da volta às aulas presenciais nas escolas brasileiras em meio à pandemia do novo coronavírus. Segundo ele, a ideia não é das melhores, pois acredita que o retorno pode ser bastante perigoso para maior propagação da covid-19. “Embora as crianças tenham cerca de probabilidade de contrair o vírus, comparado aos adultos, as escolas dão três vezes mais chances de serem infectados. E assim tornando crianças com o mesmo risco de serem infectadas que os adultos. Estima-se que um terço da transmissão da covid ocorre em escolas e escritórios. Por conta da faixa etária dos alunos, não é possível estabelecer um mecanismo efetivo de distanciamento social. Então dói na minha alma saber que alguns governadores estão pensando em voltar as aulas de ensino básico. Com o retorno presencial, muitos alunos serão infectados e irão infectar outros colegas, funcionários e professores.”

Ainda sobre a volta às aulas presenciais, Cordeiro explicou que muitas escolas de todo o Brasil não têm preparação para receber esse alunos e protegê-los do coronavírus. De acordo com ele, as crianças também não conseguiriam seguir as medidas de prevenção. “Se você é a favor da vida, por favor proteja suas crianças e adolescentes. Agora eu não vou tirar o direito, se uma mãe deseja encaminhar seus filhos para as escolas, encaminhe. Agora que existe um risco grande, existe.“ afirma.

Confira a entrevista na íntegra:

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