Polícia prende suspeitos de ataques a presídios de Pernambuco

Investigações tiveram início em abril após polícia receber informações de que o grupo planejava atacar o Presídio de Itaquitinga

SEGURANÇA
Polícia prende suspeitos de ataques a presídios de Pernambuco

Com o grupo, a polícia encontrou armas de grosso calibre e explosivos - Foto: Divulgação/ Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu em flagrante cinco suspeitos de participar de uma organização criminosa responsável por ataques ao sistema prisional de Pernambuco. As prisões aconteceram, nesta terça-feira (18), em decorrência da Operação Consórcio do Crime. Desde o mês de abril que a polícia já estava investigando a quadrilha.

A polícia conseguiu impedir que uma investida que seria realizada pelo grupo para resgatar cinco presos do Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima. Além de prender os suspeitos, a polícia também apreendeu seis fuzis, sendo um deles de fabricação israelense, e 31 quilos de explosivos, que seriam utilizados para explodir o muro da unidade prisional.

O delegado Luiz Alberto Braga, da Delegacia de Roubos e Furtos, contou que desde o mês de abril que a polícia recebia informações sobre os planos do grupo de tentar capturar presos do Presídio de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte do Estado. “Desde abril a gente vem recebendo informes da tentativa de resgate no Presídio de Itaquitinga. Houve tentativa no mês de maio. Posteriormente, houve também uma explosão no Presídio de Limoeiro, infelizmente a gente não conseguiu evitar. Continuamos o monitoramento, aprofundamos as investigações e conseguimos interceptá-los antes deles tentarem fazer essa explosão no Cotel”, detalhou.  

O grupo usava uma casa em Gravatá, no Agreste de Pernambuco, para se reunir e arquitetar as investidas. No imóvel, a polícia prendeu uma pessoa. O armamento e veículos usados pelos criminosos também foram encontrados no endereço.

Os outros suspeitos foram localizados em um flat no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, e em um sítio numa área rural em Sairé, no Agreste, que também era utilizado como ponto de apoio do grupo.

Segundo o delegado, os alvos da ação que seria realizada no Cotel já foram identificados, mas, por questões de segurança, as identidades não foram reveladas.

Os presos foram autuados em flagrante por uso de documentos falsos, organização criminosa armada, receptação de veículos e porte de arma de fogo de grosso calibre.

Efetivo

As prisões tiveram participação do Comando de Operações e Recursos Especiais - CORE, da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Especiais – BOPE e do Grupamento Tático Aéreo – GTA, além do apoio da Secretaria Executiva de Ressocialização – SERES, Polícia Rodoviária Federal - PRF, do Instituto de Identificação Tavares Buril, através da Equipe Rastro, e da Gerência Geral de Polícia Científica(GGPOC).

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