“O Brasil vive o desafio de avançar em uma agenda de reformas”, opina Armando Monteiro sobre as reformas administrativa e política

A ex-senado Armando Monteiro opinou sobre as reformas administrativa e política que estão em pauta no Congresso

PASSANDO A LIMPO
“O Brasil vive o desafio de avançar em uma agenda de reformas”, opina Armando Monteiro sobre as reformas administrativa e política

Armando Monteiro foi um dos convidados do Passando a Limpo desta segunda-feira (7) - Foto: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Em entrevista ao Passando a Limpo, desta segunda-feira (7), o ex-senador Armando Monteiro Neto (PTB) falou sobre a reforma administrativa e política do país, que estão em pauta no Congresso. Segundo ele, o Brasil ‘vive o desafio de avançar em uma agenda de reformas com urgência’, por causa da crise provocada pelo novo coronavírus. Nesse domingo (6), João Carlos Paes Mendonça compartilhou um artigo no JC sobre as reformas e a vontade política baseada em reeleições. Armando concordou com o artigo e completou com sua opinião.

“Reconheço que a reforma política é muito importante e que o sistema político brasileiro não incentiva o avanço dessa agenda de modificações. As reeleições, por exemplo, são, ao meu ver, uma experiência mal sucedida, já que os governantes se elegem já pensando em sua reeleição. Dessa forma, a lógica é não enfrentar certas questões por causa do ônus político eleitoral que delas decorrem”, argumentou. 

Para justificar sua fala, Armando usou como exemplo a reforma administrativa. “Esse tema está atrasado 20 anos na agenda do País. E agora, ao se falar dele, se coloca válido apenas para os novos entrantes. Assim, esse novo modelo só será dominante na administração pública daqui há 20 anos. Desse modo, a questão política reflete na agenda de reformas”, completou. 

Reforma Política

Sobre a reforma política, Armando destacou a sua importância e a capacidade reformista do Congresso Brasileiro. 

“Reconheço que a reforma política é muito importante e fundamental, mas o país vive sobre pressão e em um momento delicado nas contas públicas. Por isso, se não é possível colocá-la à frente, que outras sejam. Nesse sentido, acredito que o Congresso apresenta uma boa disposição reformista, visto o que aconteceu nos últimos anos com a reforma trabalhista, da previdência e a introdução dos tetos de gastos. Portanto, acho que temos que nos debruçar sobre todas essas questões, desde que elas se coloquem claramente na agenda do Congresso”, pontuou.

Confira a entrevista na íntegra:

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