Sobre 2ª onda da covid-19 na Europa, professor diz que população esqueceu rapidamente o que aconteceu

Alguns países da Europa voltaram a adotar medidas restritivas para barrar avanço da covid-19

PANDEMIA
Sobre 2ª onda da covid-19 na Europa, professor diz que população esqueceu rapidamente o que aconteceu

Praias de Pernambuco têm registrado aglomerações nos fins de semana ensolarados - Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem

O número de casos do novo coronavírus bateu recordes em alguns países europeus nos últimos dias. Medidas restritivas estão sendo tomadas para conter uma segunda onda de infectados no continente, que foi o epicentro da pandemia da covid-19 entre março e abril. A Itália bateu um novo recorde: só neste domingo (18), foram registrados 11.705 novos casos do coronavírus. Para o biólogo, doutor em antropologia molecular e professor da UFPE Sergio Crovella, essa segunda onda é um reflexo do comportamento a população e do sistema público que não se organizou.

“Infelizmente, depois da abertura parcial de locais públicos, com pouca recomendação de distanciamento social, aconteceu o lógico: a população esqueceu muito rapidamente o que tinha acontecido de trágico nos meses anteriores e aí as pessoas começaram, nas praias, por exemplo, a não respeitar o distanciamento e uso da máscara. E, sobretudo, os gestores do sistema público de saúde não se preocuparam em se organizar para enfrentar, eventualmente, a nova onda que podia chegar”, detalhou.

A Itália foi o primeiro país da Europa a ser duramente atingido pela covid-19 e tem o segundo maior número de mortos na região, depois do Reino Unido. As autoridades conseguiram manter o contágio sob controle na Itália até o verão, graças a um bloqueio rígido de dois meses em todo o país. “Infelizmente, a Itália perdeu muito tempo durante o verão quando os resultados positivos, depois do lockdown rígido, deixaram o controle do vírus bem mais próximo à potencial situação de ação grande para continuar a prevenção”, comentou o pesquisador.   

Segundo o professor, agora, o país tem registrado um aumento significativo dos contágios em pessoas mais novas.

Confira a entrevista completa:

O que é coronavírus?

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China.Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.

A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

Como prevenir o coronavírus?

O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:

- Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização.
- Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
- Evitar contato próximo com pessoas doentes.
- Ficar em casa quando estiver doente.
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
- Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.
- Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).
- Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções respiratórias como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro, deverá ser utilizado precaução por aerossóis, com uso de máscara N95.

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