Operação Quatro Milhões

Advogado suspeito de roubar R$ 4 milhões de uma cliente é preso no Recife


A prisão fez parte das investigações da Operação Quatro Milhões

Carol Coimbra
Carol Coimbra
Publicado em 20/11/2020 às 9:05
Marcelo Camargo/ABr
FOTO: Marcelo Camargo/ABr
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A fase dois da Operação Quatro Milhões, deflagrada pela Polícia Federal no início da manhã desta sexta-feira (20). Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos, três no Recife e um no município de Moreno na Região Metropolitana. Um mandado de prisão também foi cumprido e um advogado foi preso.

De acordo com a polícia, no dia 1º de setembro, o advogado que foi preso teria falsificado a assinatura de uma cliente que havia ganhado uma causa na Justiça Federal no valor de R$ 4 milhões e retirado esse valor sem que a cliente soubesse. Quando ela foi atrás do dinheiro, a conta estava vazia. A PF foi acionada e, no dia 4 de novembro, deflagrou a primeira fase dessa operação, que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.
As investigações seguiram e, com um mandado de prisão preventiva, a polícia fez a prisão do advogado na manhã desta sexta (20).

O chefe de comunicação da PF, Giovani Santoro, falou sobre em que situação o advogado foi preso e o que aconteceu com o dinheiro. Segundo ele, agora a polícia deve continuar na busca por outros bandidos que fazem parte da organização criminosa.

“A prisão foi feita de forma tranquila. Ele estava na sua residência, não esboçou nenhum tipo de reação. A questão do dinheiro, a PF solicitou também um bloqueio de todos os bens, de todas as contas bancárias, desses contratos suspeitos. Se não conseguirmos reaver os R$ 4 milhões, pelo menos conseguimos minimizar o prejuízo que essa senhora teve. Daqui para frente iremos tentar agora prosseguir nas investigações para identificar os integrantes dessa organização criminosa”, afirmou.

Segundo Giovani, o advogado foi levado para a Polícia Federal e existe um mandado de prisão preventiva contra ele na Justiça Federal da quarta Vara. E depois que ele for ouvido na PF e indiciado por crimes como lavagem de dinheiro, estelionato qualificado, organização criminosa, será encaminhado pelo Cotel onde ficará à disposição da Justiça Federal.

Cuidados

O caso chamou atenção para os cuidados no momento da contratação de um advogado. Segundo Giovani, é preciso sempre procurar profissionais capazes de estarem atentos ao andamento no próprio site da Justiça Federal sobre essas causas, principalmente com relação a precatórios.

“Lá tem o passo a passo. Se o dinheiro foi liberado, como está o processo, se já foi depositado na conta, então é sempre bom acompanhar o processo no site da Justiça Federal.“, disse.

Ouça a reportagem de Mário Oliveira:


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